Mano Brown faz show com Emicida e fecha João Rock com ‘Negro Drama’ e ‘Vida Loka’

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mano Brown subiu ao palco do festival João Rock ao fim do show de Emicida e Rael para uma parceria que encerrou o evento neste sábado (15) em Ribeirão Preto (SP). O líder dos Racionais MC’s entoou hits do maior grupo do gênero no Brasil como “Negro Drama” e “Vida Loka (parte 1)”.

“Os caras são mil grau. Pena que foi curto. Poderia tocar horas com eles”, disse Mano Brown ao Lineup, mostrando-se empolgado após o evento. Antes dele, Pitty, que já havia feito show antes, ainda participou cantando “Hoje Cedo”.

O festival no interior de São Paulo chegou à 18ª edição com mais de 20 shows em um total de quase 14 horas para um público de 65 mil pessoas, que esgotaram todos os ingressos disponíveis. Enquanto o trio de rappers fechava a programação do palco João Rock, os Raimundos levavam à outra parte dos fãs, no palco Brasil, clássicos como “I Saw You Saying”, “A Mais Pedida” e “Puteiro em João Pessoa”.

Para esse outro espaço, foram escalados outros nomes da música que surgiram em Brasília para uma homenagem ao rock da capital federal. Por ali ainda passaram Plebe Rude, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, ex-integrantes do Legião Urbana, Capital Inicial e Natiruts.

“É um encontro de família. Primos mais velhos, irmãos mais novos. Vimos o embrião das bandas. Nunca íamos imaginar que estaríamos assim hoje, tocando para tanta gente”, diz Canisso antes do show. “O João Rock é um festival que tem um respeito muito grande pela música brasileira. Muitos de nossos amigos estão aqui, encontramos gente técnica que trabalhou com a gente”, afirma Digão.

Mesmo com uma bota ortopédica que teve de colocar após uma torção em um jogo de futebol, D2 seguiu com a turnê de seu novo disco “Amar É para os Fortes” e tocou, além de canções recentes, músicas consagradas como “1967”, “À Procura da Batida Perfeita” e “Mantenha o Respeito” —essa última do seu grupo Planet Hemp.

Já o CPM 22 levou diversos trintões na multidão à adolescência com hits como “Regina Let’s Go”, “Um Minuto Para o Fim do Mundo” e “Irreversível”.

Alceu Valença e Zeca Baleiro levaram a MPB e ritmos mais dançantes ao palco principal e movimentaram a plateia. Alceu, por exemplo, para fechar seu show lançou uma sequência que empolgou: “La Belle de Jour”, “Anunciação” e Morena Tropicana”. O artista de 72 anos se prepara para uma sequência de shows, que inclui uma turnê pelos Estados Unidos, conta ele antes do show “na solidão de seu camarim”.

No palco Fortalecendo a Cena, que destaca nomes da nova safra da música nacional, passaram nomes como os rappers Rincon Sapiência, Djonga e BK. O mineiro Djonga, por exemplo, fez um show forte com suas letras que passam mensagens sobre racismo e igualdade de gênero.

Palco João Rock

15h30 – Fuze

16h20 – Scalene

17h20 – Zeca Baleiro

18h25 – BaianaSystem

19h30 – Alceu Valença

20h35 – Paralamas do Sucesso

21h40 – CPM 22

22h45 – Pitty

23h50 – Marcelo D2

0h55 – Emicida e Rael convidam Mano Brown

Palco Brasil – Edição Brasília

15h15 – Plebe Rude

17h15 – Tribo da Periferia

19h15 – Dado e Bonfá tocam Legião Urbana

21h15 – Capital Inicial

23h15 – Natiruts

0h55 – Raimundos

Palco Fortalecendo a Cena

13h30 – Psycoprata

14h20 – Rincon Sapiência

16h20 – Djonga

18h20 – BK

20h20 – Maneva

22h20 – Big Up

0h20 – Filipe Ret