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Ensino médio

MEC não tem dimensão da falha do Enem; governo pretende manter data do Sisu

O Ministério da Educação (MEC) não tem a dimensão da falha registrada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019/2020. Notas de milhares de participantes estavam erradas por causa de uma falha da gráfica que imprimiu as provas. Apesar disso, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, manteve o calendário do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona alunos para universidade públicas.

A falha nas notas foi revelada a partir de relatos de candidatos. O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão do MEC responsável pela prova, chegou a disponibilizar um email (enem2019@inep.gov.br) para receber reclamações. O órgão deverá analisar todas as mensagens recebidas até a noite desta segunda-feira (20).

Pelas análises iniciais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, o problema teria atingido pelo menos 1% dos participantes, ou 39 mil estudantes. Se os questionamentos sobre as notas passarem dessa estimativa, o Inep terá dificuldades para confirmar a credibilidade do resultado.

As inscrições no Sisu começam na terça-feira (21) e dependem do resultado do Enem. O presidente do Inep, Alexandre Lopes, afirmou que não trabalha com a hipótese de adiar as inscrições. Segundo ele, houve apenas uma falha técnica da gráfica Valid Soluções S.A, que imprimiu as provas pela primeira vez. Para Lopes, apenas 9 mil pessoas teriam tido problemas com a falha.

Apesar de prestigiado pelo presidente Jair Bolsonaro, Weintraub se sente ameaçado no cargo. Para ele, a realização de um Enem sem problemas seria crucial para sua permanência.

Na noite de sábado (18), Bolsonaro foi questionado na porta do Palácio da Alvorada sobre as falhas no Enem. Mas não respondeu.

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