Política em Debate

Militarização

(Foto: Arnaldo Alves/ANPr)

A APP-Sindicato protocolou na noite de terça-feira uma ação contra o governo do Estado apontando ilegalidades cometidas na convocação de pais, mães e responsáveis para participar de referendo sobre a militarização de mais de 200 escolas da rede pública estadual. A entidade pede a suspensão imediata do processo. O chamamento foi divulgado pela administração apenas na segunda-feira, para o comparecimento nas escolas entre esta terça e ontem. O Sindicato afirma que a medida está em desacordo com a Lei Federal n. 9.709/1998 e a Constituição Estadual, que só permitem a convocação para esse tipo de votação passados 30 dias da promulgação do ato administrativo relacionado com a consulta popular.

Imposição
No caso em questão, o governo não respeitou esse prazo, pois a Lei n. 20.338/2020, que instituiu o Programa Colégios Cívico-Militares, foi publicada no Diário Oficial apenas no último dia 7 de outubro, afirma a entidade. Para o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Silva Leão, o governo está tentando impor a sua vontade e, novamente, se aproveitando da pandemia para burlar o direito da comunidade debater o assunto e fazer a escolha de forma consciente e democrática.

Retrocesso
“Professores usam giz, canetas e saberes apreendidos e não fardas, coturnos e fuzis. É um absurdo e uma afronta à Educação defender um retrocesso desses”, diz Paulo Opuszka, candidato do PT à prefeitura de Curitiba. O advogado e professor universitário afirma que militarizar as escolas é uma tentativa dos governos alinhados à política de Jair Bolsonaro de precarizar ainda mais a área.

Ataque
“Não basta toda desinformação que esses governos propagam, ainda querem fazer isso a partir das escolas”, critica Opuszka. “Militarização das nossas escolas é um ataque à educação no Paraná”, aponta o candidato.

Metrópole
O candidato do PDT à Prefeitura de Curitiba. Goura, participou de um encontro com diretores da Associação das Empresas da Cidade Industrial de Curitiba (Aecic). Celso Gusso, presidente, e João Barreto Lopes, diretor administrativo, receberam o candidato e a candidata a vice-prefeita Ana Moro ontem (27), na sede da entidade. “Curitiba deve assumir seu caráter de metrópole e ser polo de desenvolvimento regional, com políticas públicas de integração metropolitana. Não podemos ser uma ilha e ignorar os municípios vizinhos”, disse Goura. “Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 devem ser orientativos dessas políticas”, defendeu.

Guarda
O candidato do PSL à prefeitura de Curitiba, Felipe Francischini, diz que a Guarda Municipal terá outro tratamento em sua gestão. Segundo ele, atualmente, a corporação trabalharia com revólveres doados por outras forças policiais e com datas de fabricação mais antigas que os próprios agentes. De acordo com o candidato, milhares de pistolas prometidas pela gestão pública atual que viraram algumas dezenas.

Armamento
Francischini afirma que pretende transformar a guarda em polícia municipal e equipá-la com armamento de qualidade. De acordo com o candidato, segundo o Sindicato dos Servidores da Guarda Municipal de Curitiba (Sigmuc), foram prometidos mil pistolas na atual gestão. No entanto, só foram adquiridas 55, do modelo PE 438/2019 SMDT, e nenhuma arma de choque foi comprada. Além disso, o principal armamento usado pelos agentes são os revólveres de década de 1990, afirma.