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Acuado

Ministro do Meio Ambiente transfere evento após protestos em Curitiba

(Foto: Henry Milleo)

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (Partido Novo), que já tinha confirmado a presença no lançamento do Programa Lixão Zero, na Boca Maldita, no Centro de Curitiba, cancelou a participação em praça pública. Embora não tenha confirmação oficial, o motivo seria o grande número de manifestantes que tomou conta do Calçadão da XV de Novembro para protestarem contra a política ambiental adotada por ele frente à Pasta. Com apitos e cartazes com as inscriões "Não ao retrocesso ambiental", "Salles, Brazil is not for Sale", ativistas ambientais estavam a espera do ministro desde bem cedo. 

Previsto para as 10h30, Salles não compareceu ao compromisso de assinatura do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o MMA e a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), para a elaboração do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Planares). Depois de mais de uma hora de atraso, a informação que circulou era de que ele teria seguido direto para o Palácio Iguaçu, sede do governo estadual, onde já estava agendado um almoço com o governador Ratinho Junior (PSD). Lá ele teria assinado os documentos junto com o prefeito de Curitiba, Rafael Greca de Macedo (PMN).

Segundo a prefeitura, a capital paranaense foi escolhida para o lançamento “por ser referência na gestão de resíduos sólidos”, por ter trocado os lixões por aterros em 1989, enquanto a Política Nacional de Resíduos Sólidos é de 2010. Ao lado do prefeito Rafael Greca, do DEM, o ministro Ricardo Salles faria o lançamento em evento na Boca Maldita, às 10 horas da manhã, quando será apresentada a segunda fase da Agenda Nacional de Qualidade Ambiental do Governo Federal.

O programa tem R$ 750 milhões para liberar até o fim do ano para prefeituras que criarem centros de coleta seletiva e reciclagem de resíduos sólidos. No ano que vem, serão mais R$ 2 bilhões.

Ativistas teriam marcado um protesto para o evento. Na semana passada, o ministro mandou cortar em 24% o orçamento anual previsto para o Ibama, órgão que está vinculado à pasta. Com isso, manifestantes teriam aproveitado o evento público, na rua, para protestar.

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