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Exposições

MON recebe mostras de Edson Queiroz e Gonçalo Ivo

O Museu Oscar Niemeyer (MON) inaugura duas exposições hoje, às 19h: Arte Moderna na Coleção da Fundação Edson Queiroz e Gonçalo Ivo – A Pele da Pintura. A primeira conta com obras expressivas da arte moderna no Brasil, escolhidas entre a vasta coleção de arte da Fundação Edson Queiroz.

A exposição de Gonçalo Ivo percorre a produção mais recente do artista por meio de pinturas, aquarelas e objetos, com um conjunto de 118 peças.

Edson Queiroz — A mostra Arte Moderna na Coleção da Fundação Edson Queiroz tem curadoria de Regina Teixeira de Barros e apresenta ao público um recorte do acervo da Fundação entre as décadas de 1920 e 1960, com foco na produção de artistas brasileiros ou atuantes no país durante este período.

São trabalhos de diferentes artistas e vertentes, ligadas pelo contexto histórico de décadas de profundas mudanças sociais no Brasil e no mundo, como Abraham Palatnik, Alfredo Volpi, Anita Malfatti, Cícero Dias, Di Cavalcanti, Iberê Camargo, Lygia Clark, entre outros nomes significativos das artes visuais.

A abrangência temporal da Coleção da Fundação Edson Queiroz é ampla o suficiente para estimular muitas narrativas sobre a arte produzida no Brasil, afirma Regina Teixeira de Barros. Individualmente, cada peça que compõe a exposição tem um imenso valor artístico. Em conjunto, elas criam infinitas possibilidades de interpretação.

A diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika, ressalta a importância das obras que compõem a mostra. O acervo da Fundação Edson Queiroz dialoga com nosso acervo e apresentará ao público obras que representam o espírito do período modernista brasileiro. Para o MON, é um privilégio receber este conjunto tão marcante de um dos mais notáveis acervos do Brasil, afirma.

Segundo o secretário de Estado da Cultura, João Luiz Fiani, essa aproximação do Museu Oscar Niemeyer com a Fundação Edson Queiroz vem consolidar essa fase do Museu em abrir o seu espaço para novas tendências, novas linguagens. A mostra vai proporcionar ao público paranaense uma grande integração, afirma.

Gonçalo Ivo — A metáfora de um corpo ou, mais especificamente, de uma pele na obra de Gonçalo Ivo é o ponto central da mostra, que tem curadoria do crítico Felipe Scovino. Gonçalo Ivo é um dos mais destacados artistas brasileiros da geração 1980.

Radicado na Europa há 15 anos, possui ateliês em Paris e Madri, alternando-se em temporadas de trabalho com o Rio de Janeiro, onde mantém seu ateliê na serra de Teresópolis. Sua obra é reconhecida internacionalmente, sendo exposta em destacadas galerias e museus do Brasil e do exterior.

Juliana Vosnika destaca: Estamos sempre buscando trazer para o nosso visitante o que há de mais prestigiado no cenário nacional e internacional. Esta mostra que apresenta obras de Gonçalo Ivo nos últimos 20 anos é um convite para um mergulho na arte em sua camada mais profunda, uma experiência intensa que passa pela excelência técnica e pela inspiração diversificada de um pintor cuja história transcende as fronteiras do Brasil.

Em Gonçalo Ivo: A Pele da Pintura, a curadoria propõe a metáfora da pele como ponto da trajetória do artista. É uma cor-matéria que vibra incessantemente e também se adapta como uma fina camada epidérmica sobre a tela-corpo. A cor confunde-se com a pele podendo ser na obra de Gonçalo, rugosa, desigual, seca, vibrante, analisa Scovino, que reforça também as qualidades harmônicas e musicais da obra de Gonçalo, expressas na escolha dos títulos de algumas de suas obras: como contraponto, acorde, variações para coral e prelúdio.

João Luiz Fiani, comenta que existem artistas que conseguem expressar ao máximo toda a grandeza do seu trabalho, a grandeza da mente e da alma humana. É assim que eu defino a obra do Gonçalo Ivo. Essa exposição que recebemos no MON é um presente para o Paraná. Tenho certeza que vai tocar muita gente.

SERVIÇO
O quê: Exposição Arte Moderna na Coleção da Fundação Edson Queiroz e Gonçalo Ivo: A Pele da Pintura
Quando: Abertura: 27, às 19h – entrada gratuita
Visitação: terça a domingo das 10h às 18h
Quanto: R$ 12 e R$ 6 (meia-entrada)
Toda quarta gratuita com programação especial: 10h às 18h
Primeira quinta do mês: horário estendido até as 20h, gratuito após as 18h.
Domingo + Arte: programação especial todos os domingos
Onde: Museu Oscar Niemeyer na Rua Marechal Hermes, 999 - 41 3350-4400

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