Publicidade
Luto

Morre Dirceu Krüger, maior ídolo da história do Coritiba

Dirceu Krüger
Dirceu Krüger (Foto: Divulgação Coritiba F. C.)

Morreu na manhã dessa quinta-feira (dia 25), Dirceu Krüger, 74 anos, funcionário e ex-jogador do Coritiba. Ele é considerado o maior ídolo clube. Ganhou até uma estátua, construída com dinheiro arrecadado pela torcida, que fica em frente ao estádio Couto Pereira. Krüger morreu em Curitiba, após uma parada cardiorrespiratória durante a madrugada.

Dos 74 anos de vida, ele dedicou 53 anos ao Coxa.

No último 13, Krüger passou por uma cirurgia em razão de uma obstrução intestinal. Recebeu alta no último dia 19.

O velório está marcado para o Couto Pereira, nesta quinta-feira, das 18h às 22h30.

HISTÓRIA
Dirceu Krüger começou no futebol amador de Curitiba, defendendo o União Ahú e o Combate Barreirinha. Foi para o profissional em 1963, com 17 anos, para defender o Britânia.

Chegou ao Coritiba em 1966. Foi jogador do clube até 1976. Disputou 252 jogos e marcou 58 gols. Era um ponta veloz, habilidoso e inteligente. Ganhou o apelido de “Flecha Loira”.

Conquistou sete títulos do Paranaense pelo Coritiba: 1968, 1969, 1971, 1972, 1973, 1974 e 1975. Também foi campeão do Torneio do Povo de 1973.

Em 1970, Krüger quase morreu após um jogo pelo Coritiba. Era 11 de abril, dia em que o jogador completava 25 anos. Em uma partida contra o Água Verde, o jogador dividiu com o goleiro Leopoldo, que o acertou violentamente na região do intestino. O grave ferimento fez com que Krüger fosse internado, com o órgão danificado a ponto de ter até recebido a extrema-unção, rito católico para enfermos. Ele sobreviveu e voltou a atuar até se aposentar.

Depois da aposentadoria, Krüger virou funcionário do Coritiba.

Em 1979, fez sua primeira partida como técnico. Um dos jogos em que esteve no comando foi o 0 a 0 com o Goiás no Couto Pereira, na caminhada do Coritiba pelo título brasileiro de 1985, durante a troca de Dino Sani por Ênio Andrade.

Comandou o time principal em 185 partidas, a maioria das vezes como interino. Só teve uma chance como técnico efetivo em 1997, comandando a equipe no Campeonato Paranaense.

HOMENAGENS
Além da estátua construída pela torcida, em 2016, Krüger recebeu homenagem da Federação Paranaense de Futebol em 2019, dando nome à taça do segundo turno do Campeonato Paranaense.

DESTAQUES DOS EDITORES