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Situação gravíssima

MPPR vai investigar caso de menino de 12 anos que viajou sozinho de avião de Curitiba para São Paulo

(Foto: Divulgação)

A promotoria de Justiça de Infrações Penais contra Crianças, Adolescentes e Idosos de Curitiba do Ministério Público do Paraná (MP-PR) vai investigar o caso do menino de 12 anos que conseguiu viajar sozinho, sem documentos e sem autorização na última segunda (18) para São Paulo no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. 

Em entrevista ao telejornal Meio Dia Paraná  da RPC, a promotora do Ministério Público da Paraná (MP-PR) Tarcila Santos Teixeira, que atua na Promotoria de Justiça de Infrações Penais contra Crianças, Adolescentes e Idosos de Curitiba, disse que a situação é gravíssima. "Nós vamos apurar o que aconteceu, mas, em tese houve uma falha tanto da operadora, da companhia de aviação, quanto da empresa que administra o aeroporto porque a criança passou pela primeira fiscalização onde ingressa na praça de embarque, cuja fiscalização é feita pela administração do aeroporto, e ingressou na aeronave mediante fiscalização da companhia aérea. Então, foram duas passagens que essa criança efetuou de forma clandestina. É muito grave", disse ela. 

Morador do Boqueirão em Curitiba, o menino fugiu de casa por ter sido suspenso da escola na última segunda-feira (15) e conseguiu embarcar sozinho para São Paulo no vôo 3012 avião da Latam, que sai às 17h05, do Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, em direção ao aeroporto Congonhas, em São Paulo. Ele estava sem documentos, sem passagem, sem autorização dos pais e não foi questionado nenhuma vez durante a sua jornada.

Ele passou pelo esquema segurança e conseguiu acessar a ala de embarques do Aeroporto Afonso Pena. Segundo informações de funcionários da companhia, que não quiseram se identificar, ele teria se infiltrado em uma família sem que ninguém percebesse e como tinha lugar vago na aeronave ninguém, nem mesmos as aeromoças, notaram que ele estava desacompanhado. Quando, o garoto desembarcou em Congonhas não sabia para onde ia e ficou parado em um dos corredores. Foi quando um dos funcionários da companhia o abordou e descobriu que ele era `clandestino" e sem acompanhantes. A LATAM providenciou o retorno do menino na mesma noite para Curitiba, daí sim sob supervisão dos comissários de bordo.

A empresa LATAM emitiu nota na qual afirma que está apurando o ocorrido. "A companhia ressalta que esteve em contato tanto com as autoridades quanto com os responsáveis do menor, e prestou assistência para o seu retorno imediato de Congonhas a Curitiba no mesmo dia (15 de abril)", diz ainda o comunicado.

Com relação ao caso da criança que embarcou no Aeroporto Internacional Afonso Pena, sem documentação necessária, a Infraero disse em nota, encaminhada à redação do Bem Paraná, que reitera que colaborará com as autoridades policiais para esclarecer o fato em questão. Também informou que reforçará seus processos de segurança na sua rede de aeroportos.

A Polícia Federal (PF) enviou nota dizendo que "é responsável pela área de imigração, embarque e desembarque internacional e ameaça à segurança das aeronaves". "Negligência funcional em embarque doméstico não nos cabe apurar", diz a nota.

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