Impacto

Municípios da RMC seguem sem energia elétrica após 'ciclone bomba'; no Litoral, Copel envia carretas de postes para recompor a rede

(Foto: Divulgação)

Desde sábado estão saindo carretas com pelo menos 18 postes cada para o Litoral do Estado para troca das estruturas que ainda estão danificadas em função do temporal da última terça-feira. Boa parte destes postes são de fibra, um modelo mais leve que é usado quando os eletricistas precisam carregar manualmente para região de mata, onde os caminhões não entram. Este tipo de poste está sendo usado em Morretes, Antonina, Paranaguá e Guaraqueçaba.

As regiões urbanas dos municípios atingidos pelo vendaval já estão com fornecimento de energia elétrica praticamente regularizado. Agora restam locais isolados e com a rede destruída. No Litoral, Paranaguá ainda tem 1,2 mil unidades consumidoras sem energia elétrica, Morretes tem 2,2 mil, Guaraqueçaba 1,8 mil e Antonina está com 1,4 mil imóveis sem energia elétrica. Os trabalhos continuam ininterruptamente até que a energia seja restabelecida a todos os consumidores. No sábado a Copel enviou mais equipes de manutenção, liberadas de outros pontos atingidos, ao Litoral.

RMC

Unidades consumidoras de alguns municípios do sul da região metropolitana de Curitiba, a mais atingida de pelo vendaval, ainda continuam sem energia elétrica. Nestes são locais a rede de energia também precisa ser reconstruída, sendo muitos deles isolados. As equipes de serviços, manutenção e construção da Copel continuam em campo neste domingo. Diversas equipes do interior do Estado destas três frentes também estão ajudando no trabalho na RMC.

A Copel está com emergências que dependem de troca de postes em área rural nas regiões de Agudos do Sul e Pien. Por lá os eletricistas estão enfrentando a dificuldade de acesso para os caminhões, portanto precisam carregar os postes até os locais. A energia para o abastecimento de água já foi restabelecida.

Em Quitandinha são serviços de emergência envolvem troca de postes e retirada de árvores da rede. Já em Tijucas do Sul e na Lapa são serviços que envolvem troca de postes e cabos. Em Rio Negro os serviços também são troca de postes em áreas de difícil acesso.

Unidades consumidoras desligadas

Quitandinha – 2,3 mil
Mandirituba – 1,5 mil
Tijucas do Sul – 1,2 mil
Lapa – 1,2 mil
Rio Negro – 975
Araucária – 965
São José dos Pinhais – 717
Pien – 455
Agudos do Sul - 153

Impactos

Os números do ciclone entraram pra história da Copel: pico de mais de 11,5 mil chamados de serviço em diferentes localidades do Paraná, 2,7 mil eletricistas próprios e terceirizados atendendo nas ruas de maneira simultânea, em mais de mil equipes que enfrentaram uma média diária de 5 mil serviços - em junho esse número fechou em 1,5 mil/dia.

Profissionais do interior foram deslocados pra Curitiba, Região Metropolitana e Litoral, para dar reforço nas áreas mais afetadas. Desde o início do incidente, a Copel trocou 453 postes e ainda restam 300 pendentes de troca (a média diária de troca de postes é 20).