Oficina de Música

Músicos parananenses são homenageados em concerto inusitado na porta de cemitério

(Foto: Hully Paiva/SMCS)

A música tomou conta do Cemitério Municipal São Francisco de Paula neste sábado (25/1). O concerto na entrada principal homenageou a produção de músicos eruditos e populares sepultados no Municipal, como Benedito Nicolau dos Santos, Augusto Stresser, Nhô Belarmino e Nhã Gabriela, Ivo Rodriguez e Bento Mussurunga (autor dos Hinos de Curitiba e do Paraná).

A apresentação foi um dos 250 eventos da Oficina de Música 2020, que encerra neste domingo (26/1) após 12 dias de intensa programação pela cidade.

Na plateia, familiares dos músicos acompanharam o concerto executado pelo pianista Jeferson Ulbrich e pela Banda Lyra Curitibana.

Para a engenheira Beatriz Stresser, neta de Augusto Stresses (autor da Sidéria, primeira ópera paranaense), a experiência foi gratificante. “Saber que as pessoas estão retomando a memória do meu avô e de outros compositores paranaenses me deixa orgulhosa. É uma iniciativa importante que ajuda a manter a nossa história”, disse Beatriz.

Hino de Curitiba e outras produções
A Banda Lyra abriu o concerto com o Hino de Curitiba, de autoria de Bento Mussurunga, que também é compositor do Hino do Paraná. Em seguida, Jeferson Ulbrich executou as obras de Augusto Stresser e de Benedito Nicolau dos Santos.

O concerto aconteceu após a visita guiada pela pesquisadora e diretora de Serviços Especiais da Secretaria do Meio Ambiente, Clarissa Grassi, que apresentou aos participantes a trajetória dos músicos que estão sepultados no Municipal.

Para o pianista convidado, foi algo realmente inusitado. "Fiquei feliz com o convite, e entrar em contato com esses compositores, com essas obras e para um público tão diverso. Foi maravilhosa a iniciativa da Oficina de Música”, elogia o pianista.

Renato Antonio Nicolau dos Santos, neto de um dos artistas homenageados, também compareceu. “Muito importante, dignificante e que traz muita recordação do Benedito, como pai de família, avô e artista que contribuiu muito para a cultura do Paraná”.

O público também pode ouvir histórias e composições de Stellinha Egg, Antonio Melillo, Romualdo Suriani, Brasílio Itiberê, Nhô Belarmino e Nhá Gabriela e Ivo Rodrigues (vocalista do Blindagem, icônica banda curitibana).

A viúva de Ivo, Suka Rodrigues, não conteve a emoção. “É como se o Ivo estivesse aqui”.

Ela elogiou a iniciativa da Oficina de Música de Curitiba de misturar o erudito e o popular. “Nessa edição, eu vi muita gente, pessoas que conheço, participando, alcançando esse ritmo da Oficina. Achei muito bom e influenciando a cidade, todo mundo dentro do evento, todo mundo participando. Isso fez a diferença”, elogia Suka.