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Tribuna

Na Assembleia, Boca Aberta Jr chama adversários de 'bandidos', 'vagabundos' e 'ordinários'

Boca Aberta Jr (PROS): presidente da Assembleia mandou retirar xingamentos das notas taquigráficas
Boca Aberta Jr (PROS): presidente da Assembleia mandou retirar xingamentos das notas taquigráficas (Foto: Dálie Felberg/Alep)

Filho do deputado federal Boca Aberta (PROS) – que é pré-candidato à prefeitura de Londrina – o deputado estadual Boca Aberta Júnior (PROS) aproveitou a sessão de hoje da Assembleia Legislativa para desancar adversários políticos da base eleitoral de sua família, distribuindo adjetivos como “bandido travestido de político”, “vagabundos”, “covarde”, “políticos ordinários”, entre outros termos. As declarações foram dadas em comentário sobre o retorno à Câmara de Londrina de dois vereadores – Rony Alves (PTB) e Mário Takahashi (PV) - que haviam sido afastados dos cargos por determinação da Justiça, dentro da operação ZR3, do Ministério Público Estadual, que investiga um esquema de cobrança de propina de empresários para políticos e agentes públicos em troca da alteração em leis de zoneamento urbano da cidade. Ambos chegaram a responder processo de cassação na Câmara, mas foram absolvidos.

“O ex-vereador Rony Alves nada mais é do que um bandido travestido de político”, disse Boca Aberta Jr. “Agora o que pode acontecer é essa aberração desse outro vereador (Takahashi) que na época foi relator do processo de cassação do meu pai (também voltar à Câmara)”, reclamou o parlamentar.

“É muito triste para a nossa cidade de Londrina ter novamente a nossa história manchada por esses incompetentes, esses vagabundos, esses políticos ordinários que estão roubando o dinheiro do povo abençoado de Londrina”, disse o deputado, que tem se notabilizado por trazer para a tribuna da Assembleia polêmicas sobre o cenário político londrinense. Boca Aberta Jr ainda atacou um terceiro vereador, Jamil Janene (PP), que segundo ele, “nada mais nada menos que um covarde, um bandido também”.

O deputado concluiu o discurso pedindo que aos promotores do Ministério Público que investigam o caso “peguem esses vagabundos”.

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