Estudo

Na pandemia, brasileiros preferem o comércio local

Compras em mercados de bairro ganham preferência
Compras em mercados de bairro ganham preferência (Foto: Ricardo Marajó/SMCS)

A pandemia do novo coronavírus provocou muitas mudanças e, entre elas, uma das principais foi o hábito de compra dos consumidores. Muitos descobriram as vendas online, e outros começaram a preferir o comércio de bairro.

Uma pesquisa realizada pela Mastercard, no fim de 2020 para compreender melhor os hábitos de compras dos consumidores após o período de confinamento, comprova que 76% dos brasileiros descobriram e começaram a consumir em pequenos e médios empreendimentos de seus bairros durante o confinamento .

E mais, 91% continuarão com essa preferência após a pandemia. O principal objetivo é ajudar estes comércios a se recuperarem no cenário pós crise.

Dentre os entrevistados brasileiros, 64% estão ativamente comprando para ajudar as lojas independentes, 87% disseram que os últimos meses os tornaram mais conscientes dos necessitados e 88% revelaram que sentem um maior senso de comunidade agora.

As pequenas e médias empresas possuem um papel vital na economia nacional, mas foram severamente afetado pela crise de saúde pública deste ano, segundo o Sebrae, a estimativa é que de 20% a 25% das MPEs fechem por causa da pandemia.

“As PMEs desenvolvem um papel fundamental na economia. Incentivar o comércio local, traz benefícios efetivos para a comunidade, que descobre boas opções próximas de suas casas e impulsiona a rotatividade da economia de maneira eficaz”, diz Ana Paula Lapa, vice-presidente de Inovação Produtos da Mastercard para o Brasil e Cone Sul.

Número de distribuidoras de bebidas dobrou no Paraná em 20202

Um dos segmentos que tiveram resultados positivos durante a pandemia foi o de distribuição de bebidas. Segundo dados da Receita Federal, o Brasil registrou o surgimento de 48,4 mil novas distribuidoras varejistas de bebidas entre janeiro e outubro de 2020, alta de 76% em relação a 2019.

No Paraná, em 2020, o número de abertura de novas empresas do segmento foi de 3.732, o maior dos últimos dez anos e o de fechamentos foi de 998 empresas, o menor desde 2014. O saldo de novas distribuidoras de bebidas foi de 2.734, mais do que o dobro em relação a 2019. Apenas nos primeiros 11 dias de 2021, 85 novas empresas do setor foram criadas.

A consultora do Sebrae/PR, Liciana Pedroso, ressalta que a pandemia e o isolamento social fizeram com que as pessoas passassem a comprar bebidas em vez de ir até bares e restaurantes ou mesmo confraternizações em família.

Abertura

Empresa simples

O Ministério da Economia lançou ontem o Balcão Único, um projeto que permitirá aos cidadãos abrirem uma empresa “de forma simples e automática, reduzindo o tempo e os custos para iniciar um negócio no Brasil”. A primeira cidade a aderir ao projeto foi São Paulo, que já disponibilizou o novo sistema no dia 15. A próxima cidade a oferecer a ferramenta será o Rio de Janeiro. De acordo com o ministério, por meio de um formulário único e totalmente digital, empreendedores podem abrir empresas em apenas um dia e sem necessidade de percorrer vários órgãos públicos. Depois de São Paulo e Rio de Janeiro, o governo federal quer expandir o sistema para todo o Brasil. O projeto é liderado pela Receita Federal e pela Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital e foi desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Com informações da Agência Brasil.