Publicidade
Coronavírus

Não entre em cabine de desinfecção, alerta Conselho Federal de Medicina

Cabine de desinfecção no Rio de Janeiro
Cabine de desinfecção no Rio de Janeiro (Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio de Janeiro/Marcelo Piu)

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou nota alertando sobre o risco à saúde das estruturas para desinfecção (câmaras, cápsulas, cabines e túneis). A Prefeitura do Rio, por exemplo, instalou cabines desse tipo como prevenção contra o coronavírus. O texto do CFM avisa que a eficácia desses dispositivos não é comprovado e, além disso, os produtos químicos podem provocar causar lesões dérmicas, respiratórias, oculares e alérgicas.

Veja o texto do Conselho, na íntegra:

“Diante de notícias veiculadas sobre o uso de estruturas (câmaras, cápsulas, cabines e túneis) para a desinfecção de pessoas com o suposto objetivo de prevenir infecções pela COVID-19, o Conselho Federal de Medicina (CFM) alerta que:

1. Até o momento, não há nenhuma evidência científica que comprove a eficácia do uso desse tipo mecanismo ou de processos de desinfecção ou de higienização em vias públicas para eliminar microrganismos que eventualmente possam estar depositados em vestimentas;

2. Não existe qualquer produto aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) destinado à “desinfecção de pessoas”, conforme destaca a Nota Técnica nº 51/2020, daquela autarquia;

3. De forma geral, os produtos químicos supostamente utilizados nessas estruturas são eficazes para desinfecção exclusiva de objetos e superfícies, sendo que a nebulização ou aspersão de produtos classificados como saneantes no corpo humano têm potencial para causar lesões dérmicas, respiratórias, oculares e alérgicas;

4. Além disso, a adoção desse tipo de mecanismo não tem eficácia comprovada de prevenção e pode causar danos à saúde de quem se submete à desinfecção com saneantes aplicados diretamente sobre a pele e as vestimentas;

5. De forma equivocada, o uso dessas estruturas pode dar aos cidadãos a falsa sensação de segurança, levando-os a negligenciar práticas de prevenção convencionais, como a lavagem frequente das mãos com água e sabão (ou álcool gel), a desinfecção de superfícies, e o uso de máscaras.

Assim, para proteger a saúde dos brasileiros e garantir a manutenção de medidas simples de prevenção – já incorporadas à rotina –, o CFM recomenda à população não se expor a tais dispositivos. Da mesma forma, desencoraja empresários e autoridades públicas a investirem na compra de equipamentos ou serviços desse tipo, pois, como citado, não apresentam segurança e eficácia comprovadas cientificamente.

Brasília, 22 de maio de 2020.”

Publicidade

Plantão de Notícias

Mais notícias

DESTAQUES DOS EDITORES