No Paraná, 26% da população tem planos de saúde particular

O número de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares no Paraná cresceu 5,04% entre junho de 2013 e o mesmo mês deste ano. No período o número passou de 2.698.203 para 2.834.278, elevando para 26% a taxa de cobertura da população no Estado. Com isso, o Paraná ocupa o sexto lugar na taxa de cobertura do País, atrás de São Paulo (45,4%), Rio de Janeiro (39,8%),  Distrito Federal (33,4%), Espírito Santo (32,4%) e Minas Gerais (27,6%).
No Brasil o crescimento foi de 1,83 milhão entre junho de 2013 e o mesmo mês deste ano. O crescimento do período equivale a praticamente toda a população de Curitiba (1,86 milhão de pessoas). Os dados constam do boletim Saúde Suplementar em Números, produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) com base nas informações que acabam de ser atualizadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Com o resultado, o segmento encerrou o primeiro semestre de 2014 com 50,9 milhões de vínculos, um avanço de 3,7% em relação ao mesmo período do ano passado. No segundo trimestre ante o trimestre anterior, a alta foi de 0,5%, representando a geração de 255,87 mil novos vínculos.


O crescimento foi impulsionado pela contratação de planos coletivos empresariais, que subiu 4,5% em 12 meses, correspondendo a 1,45 milhão de beneficiários. O número equivale ao da população de Porto Alegre (1,47 milhão). No total, os planos coletivos empresariais atendem a 33,46 milhões de beneficiários.
Luiz Augusto Carneiro, superintendente-executivo do IESS, destaca que o resultado das contratações dos planos empresariais apresenta descolamento em relação à geração de empregos segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No mesmo período, o Caged registrou um saldo positivo de criação de postos de trabalho formais da ordem de 38 mil ocupações, enquanto em junho de 2013 esse saldo era de 158 mil postos. Ou seja, apesar do baixo crescimento de registros em carteira, a empresas intensificaram a contratação de planos de saúde.
Carneiro aponta como hipótese para explicar o movimento de mercado o fato de as empresas utilizarem o benefício do plano de saúde como um fator para atrair e reter talentos. Em um mercado de trabalho com escassez de mão de obra qualificada, o plano de saúde é um benefício estratégico na gestão dos recursos humanos, avalia.
O boletim Saúde Suplementar em Números revela, ainda, que enquanto os planos individuais passaram a atender 265,3 mil beneficiários a mais entre junho de 2013 e o mesmo mês deste ano, uma alta de 2,7%, totalizando 10,2 milhões de beneficiários, os planos coletivos por adesão somaram 201,2 mil vínculos à base de beneficiários, uma alta de 3,1%, chegando a 6,7 milhões de vínculos.