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Cruzeiro do Oeste

Nova espécie de pterossauro é descoberta no Paraná

(Foto: Divulgação / Cenpaleo )

Pesquisadores descobriram uma nova espécie de pterossauro que habitava o Paraná entre 110 milhões e 80 milhões de anos atrás. O réptil voador, que foi chamado de Keresdrakon vilsoni, foi documentado em artigo publicado na revista Academia Brasileira de Ciências, em edição publicada na segunda-feira (19). Os fósseis do animal foram encontrados em rochas de arenito da chamada Bacia Sedimentar do Paraná/Bauru, localizadas no município de Cruzeiro do Oeste, noroeste do Paraná. O animal tinha 2,5 metros de envergadura e cerca de 15 quilos.

A descoberta é resultado de escavações feitas na região de 2012 a 2014. Desde então, as rochas com as amostras haviam sido levadas para o laboratório do Centro Paleontológico (Cenpaleo) da universidade, em Mafra, no norte de Santa Catarina, para serem examinadas.

Em reportagem do site Deutsche Welle (DW Brasil), o pesquisador Luiz Carlos Weinschütz, da Universidade do Contestado, afirmou que o animal vivia numa região desértica, ao redor de um oásis com água e vegetação. Tempestades ocasionais que inundavam a área podem ter arrastado os ossos para o mesmo local e dispostos em camadas, como as que foram encontradas.

Esta é mais uma espécie descoberta pelos pesquisadores na região, depois do pterossauro Caiuajara dobruskii (em 2014), do lagarto Gueragama sulamericana (em 2015) e do dinossauro Vespersaurus paranaensis (em junho deste ano). O local ganhou o nome de "cemitério dos pterossauros”, devido aos fósseis pré-históricos encontrados pela primeira vez em 1971. Segundo os pesquisadores, o novo pterossauro é maior do que o Caiuajara dobruskii. A descoberta deve provar a existência de um ecossistema interligado num ambiente desértico.

"Dragão espírito da morte"

Keresdrakon é a junção de "Keres", que, segundo a mitologia Grega, são espíritos que personificaram a morte violenta e estão associados à fatalidade; e "drakon", palavra para dragão no grego antigo.

Já vilsoni foi uma homenagem a Vilson Greinert, um voluntário que dedicou centenas de horas preparando a maioria dos espécimes do "cemitério dos pterossauros" que fazem parte do acervo do Cenpaleo.

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