Pandemia

Nova onda de Covid-19 já lota pelo menos três hospitais privados e cinco públicos em Curitiba

Muitos pacientes estão sendo transferidos de particulares para públicos
Muitos pacientes estão sendo transferidos de particulares para públicos (Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

A nova onda de Covid-19 que atinge Curitiba já lota hospitais particulares e públicos. Neste domingo (22), mais dois hospitais privados anunciaram que estão lotados  e que não receberão mais pacientes graves: o Hospital Nossa Senhora das Graças e o Hospital Sugisawa. O Hospital Marcelino Champagnat está colapsado desde a última terça (17) e, segundo a assessoria de imprensa, não há sinal de abrir vagas nos quartos e UTIs.  De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), atualizados no sábado (21), as UTIs de dois hospitais de Curitiba com leitos exclusivos do SUS para Covid-19 estavam lotados. São eles: Hospital Evangélico e Hospital do Trabalhador. O Hospital de Clínicas estava com 97% da ocupação, com 59 das 61 vagas ocupadas. O levantamento também mostra que três das 9 enfermarias exclusivas para Covid-19 em Curitiba, três estavam lotadas: no Hospital Erasto, no Hospital do Trabalhador e  no Hospital de Reabilitação

O Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), em Curitiba, publicou nota nas redes sociais que não tem mais vagas para internação, seja em quartos e e enfermarias ou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), por isso não está mais recebendo pacientes graves. “Informamos que estamos com nossa capacidade máxima de lotação em nossas unidades de internação e de terapia intensiva, em especial as unidades específicas para pacientes com Covid-19. Por esse motivo, lamentavelmente não estamos recebendo pacientes graves no momento. A maternidade e UTI neonatal continuam com atendimento normal. Assim que mudar o status de ocupação voltaremos a informar”, diz a nota do Hospital Nossa Senhora das Graças.

No fim da noite deste domingo, o Hospital Sugisawa também publicou nota informando que não vai mais receber pacientes graves e pediu que a população reforce as medidas de prevenção. "Assim como outros hospitais de Curitiba, estamos com capacidade máxima de ocupação em nossas UTIs e unidades de internação. Da mesma forma, devido ao aumento expressivo do número de casos de Covid-19 na cidade de Curitiba, o Pronto Atendimento está no limite de sua capacidade. Por isso, infelizmente estamos impossibilitados de receber pacientes graves no momento. Voltaremos a informar quando houver mudança na ocupação. Reforçamos a toda a população a importância de seguir as medidas de prevenção à pandemia. Se sentir qualquer sintoma, fique em isolamento total", afirma em nota postada nas redes sociais.

Na sexta (20) a própria secretária municipal de Saúde, Márcia Huçulak, admitiu o colapso na rede particular de hospitais da capital e disse que os pacientes estavam sendo transferidos para a rede pública. A secretária destacou que a estrutura para tratamento dos pacientes com coronavírus já está disponível na cidade, que não está faltando nada nas UPAs e hospitais, mas alertou que há limites. “Curitiba tem uma rede hospitalar robusta, mas, se a sociedade não fizer sua parte com os protocolos de segurança, não haverá leito que resolva”, alertou Márcia.

Segundo boletim da Prefeitura de Curitiba deste domingo, taxa de ocupação dos 324 leitos SUS exclusivos para covid-19 em Curitiba está em 88%. Todos os pacientes que são internados com quadro de síndrome respiratória aguda grave vão para os leitos exclusivos covid-19 e não apenas os casos confirmados da doença. No momento restam 38 leitos livres. 

Curitiba registrou, neste domingo, 984 novos casos de covid-19 e sete mortes de moradores da cidade infectados pelo novo coronavírus, conforme boletim da Secretaria Municipal da Saúde. Cinco destes óbitos ocorreram nas últimas 48 horas.

As novas vítimas são cinco homens e duas mulheres, com idades entre 58 e 63 anos.

Paraná confirma mais 814 diagnósticos e sete mortes
A Secretaria de Estado da Saúde divulgou ontem mais 814 casos confirmados e sete mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. O Informe traz também a confirmação de 394 casos retroativos que ocorreram entre o dia 16 de junho a 20 de novembro que estavam com investigação em aberto e agora foram encerrados como casos confirmados e automaticamente computados no sistema.
Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 neste domingo mostram que o Paraná soma 253.143 casos e 5.801 mortos em decorrência da doença.
O balanço divulgado ontem pelo Ministério da Saúde indica o acréscimo de 18.615 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas. No acumulado desde o início da pandemia já são 6.071.401 casos. Além disso, foram registradas 194 novas mortes, totalizando 169.183 óbitos. Além disso, 5.432.505 pessoas (89,5%) já estão curaram da doença. Os números mais baixos são comuns nos domingos, em razão da dificuldade de alimentação dos dados pelas secretarias de saúde aos fins de semana. O balanço do Ministério da Saúde é feito a partir de registros reunidos pelas secretarias estaduais de saúde e enviados à pasta para consolidação.

Casos ativos dobram em dez dias na capital paranaense
Em dez dias, o número de casos ativos de Covid-19 em Curitiba mais que dobrou, passando de 5.004 para 10.224 casos, segundo boletim divulgado pela secretaria municipal de Saúde de Curitiba neste domingo (22). Além disso, foi a quarta vez seguida que o número de casos ativos bateu recorde na capital paranaense. O número de casos ativos revela quantas pessoas estão com potencial de transmissão e que ainda podem registrar complicações da doença. 

Veja aqui o levantamento completo sobre a evolução dos casos ativos de Covid-19 em Curitiba