Tendência de queda

Número de infectados por Covid na Grande Curitiba deve cair mais de 60% no próximo mês

Tendência de queda pode ser verificada em todas cidades da RMC
Tendência de queda pode ser verificada em todas cidades da RMC (Foto: Franklin de Freitas)

À medida que a vacinação contra a Covid-19 avança no Paraná, o número de novas infecções e óbitos causados pela doença pandêmica vão caindo. E ao longo do próximo mês, entre o final de outubro e o final de novembro, a Região Metropolitana de Curitiba (RMC) deve registrar uma queda expressiva no contingente de infectados pelo novo coronavírus. É o que mostra a plataforma “Previsões Covid”, desenvolvida por pesquisadores do projeto de pesquisa Matemática Aplicada e Computacional da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Setor Palotina.

Dados da plataforma, extraídos ontem pela reportagem do Bem Paraná, mostram que até o último dia 25 (segunda-feira) os municípios que compõem a RMC somavam 9.139 pessoas infectadas pelo coronavírus. A estimativa da plataforma, então, é que até o dia 24 de novembro esse número caia para 3.578, o que significa uma redução de 60,85% em um mês.

O levantamento considera os dados de 27 dos 29 municípios que fazem parte da Grande Curitiba, uma vez que não há dados disponíveis sobre Campo do Tenente e Tunas do Paraná.

Essa tendência de queda no contingente de infectados pode ser verificada em todos os municípios metropolitanos, inclusive na capital paranaense, que até a última segunda possuía 4.783 infectados, número que deve chegar a 1.506 no final de novembro (uma redução de 68,51%). Outro dado interessante é que duas cidades (Adrianópolis e Cerro Azul) podem chegar ao dia 24 de novembro tendo zerado o número de infectados.

Com relação aos óbitos, até o último dia 25 a RMC somava um total de 14.120 óbitos causados pela Covid-19, número que deve chegar a 14.380 ao longo do próximo mês. Ou seja, a estimativa é que em 30 dias a Grande Curitiba registre 260 falecimentos causados pela doença pandêmica, com três cidades (Adrianópolis, Cerro Azul e Rio Negro) tendo previsão para não registrar nenhum óbito até 24 de novembro. Curitiba, por sua vez, deve ver o número de mortes na pandemia subir de 7.813 para 7.949 no período analisado, ou seja, 136 falecimentos nos próximos 30 dias.

A plataforma desenvolvida pela UFPR, cujo acesso é público (basta acessar a página previsoescovid.codeitdev.com e buscar o município desejado), tem por base um modelo matemático chamado SIR, que separa a população em três grupos: Suscetíveis, Infectados e Removidos do quadro de análise. Nesse cálculo, as pessoas que nunca tiveram contato com a doença são ditas suscetíveis, mas passam a pertencer ao grupo de infectados se forem contaminadas pela Covid-19. Os removidos são aqueles que já se recuperaram da doença ou foram à óbito. O sistema calcula a circulação dos cidadãos entre os grupos SIR diariamente, o que permite à plataforma prever qual será o comportamento da doença nos próximos 30 dias.

‘Há uma queda da doença na maior parte do Paraná’

Através da plataforma de previsão da Covid-19 é possível verificar qual a situação das 399 cidades paranaenses. Para isso, são utilizados os dados dos 14 dias anteriores disponibilizados pela Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa-PR), o que possibilita a geração de uma série de gráficos que indicam tendência de recuperação, de contaminação e de morte pela doença naquele município.

Segundo Rodrigo Schulz, professor de Licenciatura em Ciências Exatas no Setor Palotina e também um dos responsáveis pelo estudo, neste momento é possível verificar uma tendência de queda dos casos e dos óbitos causados pelo coronavírus na maioria dos municípios, graças ao aumento das cobertura vacinal da população.

“Se nas duas últimas semanas, a quantidade de infectados diminui em uma região, o modelo entende que a curva está caindo e é essa tendência que ele vai mostrar. Em outras cidades, existe o comportamento contrário, mas, em geral, o que temos visto é uma queda da doença na maior parte do Paraná”, aponta o especialista.