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Comunicações

Número de linhas de celular tem queda no Paraná

O número de linhas de celular caiu no Paraná. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) nesta sexta-feira (11), o mês de novembro – último mês avaliado – registrava 13.032.339 linhas ativas. Um ano antes, em novembro de 2017, havia 13.408.976 linhas. Ou seja, uma queda de 2,8% no período de 12 meses.

Considerando apenas o ano de 2018, a queda foi de 2,2%. Em janeiro, havia 13.332.361 linhas, contra 13.032.339 em novembro.

Em relação ao mês anterior (outubro de 2018), a retração em novembro foi de 0,1%, seguindo uma tendência que durou o ano todo: o Paraná vem registrando quedas consecutivas mês a mês no número de linhas de celular. As exceções foram os meses de março (em relação a fevereiro), agosto (em relação a julho) e outubro (em relação a setembro). Nesses três meses, contudo, havia datas comemorativas comerciais: Páscoa (março), Dia dos Pais (agosto) e Dia das Crianças (outubro).

O Paraná segue o que ocorre no Brasil com relação às linhas de telefonia móvel. Em novembro deste ano, o número era de 231,8 milhões, número 0,65% menor do que o do mês anterior. Nos 12 meses anteriores a novembro, a perda acumulada foi de 3%.

Segundo o gerente de Universalização da Anatel, Eduardo Jacomassi, essa redução, que já vem de cerca de três anos, ocorreu devido a uma mudança de regulamentação do órgão, que reduziu o custo das ligações entre operadoras diferentes. “Durante algum tempo era muito caro ligar para outra operadora. Então as pessoas tinham vários chips. Conforme a regulamentação mudou, pessoas que tinham mais de um acesso começaram a desligar e isso se refletiu na quantidade total”, explicou Jacomassi à Agência Brasil.

Do total de novembro, 57,5% dos acessos eram pré-pagos, cerca de 133,3 milhões. Já os pós-pagos representaram 42,5%, ultrapassando os 98 milhões. Entre outubro e novembro, os pacotes pré-pagos diminuíram 2,9 milhões, enquanto os pós-pagos subiram 1,4 milhões.

Em 2015, os acessos pré-pagos ultrapassavam o índice de 70% da base móvel. Desde então, essa proporção vem caindo em favor dos contratos pós-pagos, que já passaram dos 40%. De acordo com Jacomassi, o avanço do pós-pago está ligado ao fato de que esses planos terem melhores condições em relação aos dados. “Pessoas têm desejado acesso à web, e melhores condições estão ali, incluindo os planos controle”, disse.

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