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Cinema

Nunca houve só um Homem-Aranha; afinal, existe o Aranhaverso

Os seis Homens-Aranhas do filme
Os seis Homens-Aranhas do filme (Foto: Divulgação)

Nunca houve só um Homem-Aranha. O leitor das histórias em quadrinhos da Marvel sabe muito bem disso. O fã dos filmes, não necessariamente. Não necessariamente? Eis a deixa para que outros Homens-Aranhas sejam apresentados ao espectador. Um deles, Miles Morales, é o principal protagonista de ‘Homem-Aranha no Aranhaverso’, que estreia nesta quinta-feira (10) em Curitiba.

Mas quem é Miles Morales? Nos quadrinhos da Marvel, trata-se de um jovem do universo Ultimate, que mora nos distritos mais afastados de Nova York, de ascendência meio afro e meio portorriquenha. Ele assumiu a identidade de Homem-Aranha ao levar uma picada de uma aranha geneticamente modificada. Seus poderes diferem um pouco daqueles a que os fãs estão acostumados. Ele gruda nas paredes, tem força ampliada e pressente o perigo, mas não lança teias. Em vez disso, tem um toque que aplica choques (como ferroadas venenosas) e consegue ficar invisível. Peter Parker? Nesse universo alternativo, Peter Parker está morto. Mas, como nos quadrinhos a morte não é uma coisa definitiva, a Marvel resolveu fundir os universos depois dos acontecimentos de ‘Guerras Secretas’ e Morales foi incorporado ao universo principal da editora, no qual Peter Parker está vivo e bem.

No filme do ‘Aranhaverso’, Morales é um jovem que mora nos distritos mais afastados de Nova York. Ele assumiu a identidade de Homem-Aranha ao levar uma picada de uma aranha geneticamente modificada blá blá blá. Ele é filho de Jefferson Morales, um policial corretíssimo que odeia super-heróis, e sobrinho de Aaron Morales, um sujeito contestador e meio marginal. Estuda numa escola de riquinhos, para a qual ganhou uma bolsa de estudos. Está lá contra a vontade – tanto que faz força para tirar zero de propósito nas provas e, assim, acabar expulso.

Circunstancialmente, Morales conhece o Homem-Aranha número 1, Peter Parker, e testemunha sua morte durante um experimento feito pelo vilão Kingpin, o rei do crime de Nova York. É esse experimento que abre as portas para universos paralelos. E cai no universo de Morales um outro Homem-Aranha/Peter Parker já quarentão, pançudinho e que levou um pé na bunda da sua amada Mary Jane. Se um Aranha parecia pouco e dois parecia bom, o que dizer de três? Quatro? Cinco? Seis? É o que acontece. Ao todo, seis Homens-Aranhas – ou melhor, quatro homens e duas mulheres – estão coexistindo no mesmo universo. Qual a chance de isso dar ruim? Total.

O destaque desse filme do Homem-Aranha recai sobre o visual, diferente de tudo já feito em termos de longas-metragens de heróis. Trata-se de uma animação com personagens concebidos como nos quadrinhos – inclusive com retículas grandes (aqueles pontilhados azuis, amarelos e magentas que, juntos, formam as cores das HQs), além de ritmo e enquadramento de quadrinhos. Seus diferenciais o levaram a ganhar o Golden Globe de melhor animação no último domingo (6). Fora isso, o filme tem todos os elementos obrigatórios dos filmes Marvel, como a aparição de Stan Lee, as cenas pós-créditos, o bom humor e um gancho para continuações. Um novo filme desses é quase uma certeza. Afinal, como se sabe, nunca houve só um Homem-Aranha.

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