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Artigo

O medo da inteligência artificial

A revolução tecnológica já está caminhando a passos largos com aplicativos, softwares e novas ferramentas desenvolvidas diariamente. Mas, mesmo com todas essas novidades, não podemos fechar os olhos para aquilo que já temos disponível.

Desde pequeno, me lembro de ver referências à tal inteligência artificial, que na época era interpretada como um robô com face humana que, em algum momento, causaria desordem. Nos “Jetsons”, por exemplo, que estavam no agora não tão distante ano de 2062, os carros voadores eram uma realidade, assim como a empregada eletrônica que volte e meia pifava, soltando fumaças e faíscas. Já em “A.I. - Inteligência Artificial”, a referência muda: David é o primeiro menino-robô programado para amar, mas acaba não sendo aceito e gera uma série de confusões, além de um “Complexo de Édipo” com sua mãe humana.

A inteligência artificial já está aqui, alguns anos antes do previsto pelos Jetsons, e, apesar de não ter rosto humano, leva nome de mulher. São elas Anas, Carols e Marias, todas com o mesmo propósito: utilizar a tecnologia e os dados para o desenvolvimento. E o humano só tem a ganhar com isso, economizando tempo e aumentando a produtividade.

Uma plataforma capaz de atuar como assistente virtual, com funções como armazenar quantidades de dados que os sistemas de planilhas não dão mais conta, é um gestor virtual de uma empresa. Participa ativamente do analítico, avaliando resultados e prevendo crises, se tornando o colaborador, ou colaboradora mais ativa da organização. É o caso da Carol.

A inteligência artificial, desenvolvida pela TOTVS, é capaz de apresentar insights e previsibilidade para negócios. A “menina” atua nas áreas de varejo, educação, saúde, agricultura e manufatura, e pode ser usada direto pelo celular. Não é o futuro na palma de suas mãos, é o agora evitando os erros do futuro.

Vou dar um exemplo: em um momento de mudança de hábitos alimentares e com o intuito de aumentar o número de vendas, no final de março o McDonald’s comprou uma startup israelense especialista em inteligência artificial por 300 milhões de dólares. Entendendo o cenário, uma empresa tradicional e consolidada no mercado tem uma ameaça externa e contrata um robô para descobrir como lidar com a situação.

Um analista externo é de grande ajuda, mas não está à disposição em qualquer hora do dia, além de que, à longo prazo, pode não ter o mesmo benefício e retorno financeiro de uma plataforma bem instalada.

Não podemos ter medo da inteligência artificial se nunca trabalhamos com ela. As possibilidades são infinitas. As empresas devem estar de olhos abertos e preparadas para receber o que está por vir.


Márcio Viana é diretor executivo da TOTVS Curitiba

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