Publicidade
Cinema

‘O Rei Leão’ estreia nesta quinta-feira; longa vida ao rei

Mufasa, o rei  da savana, e seu filho Simba, ainda “criança”, no live-action ‘O Rei Leão’, que estreia nesta quinta-feira em Curitiba: no detalhe, a cena similar na animação de 1994
Mufasa, o rei da savana, e seu filho Simba, ainda “criança”, no live-action ‘O Rei Leão’, que estreia nesta quinta-feira em Curitiba: no detalhe, a cena similar na animação de 1994 (Foto: Divulgação)

O Rei Leão’, de 1994, não tinha como dar errado. Roteiro baseado num dos textos mais consagrados de William Shakespeare. Produção da Disney, a grande especialista em animações. O rei dos animais como protagonista. Os mais belos cenários naturais do mundo como plano de fundo. Músicas de Elton John. Não deu errado mesmo. Foi por um bom tempo a animação mais rentável da história, até ser ultrapassada por ‘Procurando Nemo’, quase 10 anos depois. É, ainda hoje, a maior bilheteria de um desenho tradicional (em 2D, feito à mão). Passados 25 anos, ‘O Rei Leão’ volta à telona, mas em nova forma. Trata-se de mais um dos live-actions que a Disney tem feito em cima de seus desenhos clássicos.

Nessa onda de live-actions, o estúdio tem procedido de duas formas. Em uma delas, faz releituras de suas obras. ‘A Bela Adormecida’, por exemplo, ganhou uma versão em que a narrativa é feita do ponto de vista da bruxa Malévola, interpretada por Angelina Jolie. Em outra frente, a Disney aposta em versões fiéis, apenas repaginadas com atores de verdade e tecnologia de século 21. Foi assim com ‘Cinderela’, ‘Aladdin’ e ‘Mogli’.

O Rei Leão está mais para este último caso. Inclusive em sua direção – Jon Favreau, que comandou a história do menino-lobo, também comanda o filme do leão-menino Simba. A concepção de ambos é similar. Em ‘Mogli’, há apenas um menino humano (o jovem ator Neel Sethi) em meio a uma selva indiana e animais – a pantera Baghera, o uso Baloo, o tigre Shere Khan – produzidos em CGI com muito realismo. ‘O Rei Leão’ vai além. Simplesmente não há ninguém humano. Tudo que se vê ali é feito por computador. Mas parece real. Absurdamente real.

Veja semelhanças de 'O Rei Leão' com o clássico de 1994

Basicamente, a história é a mesma. O jovem leão Simba é o herdeiro do rei Mufasa e alvo da inveja do tio Scar, que ambiciona o trono. Quando o pai morre, num acidente pelo qual Simba se culpa – em uma cena que o público não está preparado para aguentar –, o jovem leão acaba banido da Pedra do Rei e vai sozinho para bem longe. Enquanto o tio assume a coroa com a morte do rei, o jovem tem que assumir sua responsabilidade. Parece familiar demais? É o mesmo enredo de ‘Hamlet’, de Shakespeare. Só que na África.

Defeito, se é que dá para dizer isso, é que os animais deste ‘O Rei Leão’ têm expressões faciais de... animais. As faces dos personagens do filme de 1994 eram mais antropomorfizadas: leões riam, leões choravam, leões faziam cara de surpresa e sarcasmo. A gama de expressões dos bichos na natureza é obviamente mais limitada que a dos humanos – e o filme segue deliberadamente por essa linha realista.

Os trailers e as redes sociais já entregaram coisas do filme. Uma delas, a semelhança de enquadramentos em relação à animação original. Outra, que terá o suricato Timão e o javali africano Pumbaa desfilando os acordes da clássica ‘The Lion Sleeps Tonight’. Mais uma: a cantora Beyoncé, que dubla a leoa Nala, cantará uma música nova para a trilha do filme – intitulada ‘Spirit’. E ela ainda vai lançar um disco temático, ‘The Lion King: The Gift’, com artistas globais e com sons próprios da natureza africana, a ser lançado em 19 de julho. Até pelo peso estelar de sua dubladora, Nala terá ao menos uma cena “girl power”.

No mais, é de se supor que não haja grandes novidades em relação ao filme de 1994. O maior objetivo do novo ‘O Rei Leão’ é mostrar um clássico repaginado e totalmente realista a novas gerações. E com um belo time de vozes para os personagens: além da cantora Beyoncé (Nala), há Donald Glover (Simba), John Oliver (Zazu), Seth Rogen (Pumbaa), Billy Eichner (Timão), Chiwetel Ejiofor (Scar), Alfre Woodard (Sarabi), Shahadi Wright Joseph e JD McCrary (jovem Nala e jovem Simba), John Rani (Rafiki). E há James Earl Jones como Mufasa – o único dublador que se repete do primeiro filme. Ele já emprestou sua poderosa voz ao pior pai da história do cinema: Darth Vader, de ‘Star Wars’. Agora, volta a ceder a voz ao melhor pai da história do cinema, um pai capaz de passar lições sábias, de dar sua vida pela do filho e de orientá-lo mesmo no além. A tecnologia pode ter mudado, o realismo também, mas as lições de Mufasa são atuais ainda hoje. Longa vida ao Rei Leão.


Os dubladores originais

Donald Glover / Simba

Beoyncé / Nala

Chiwetel Ejiofor / Scar

Alfre Woodard / Sarabi

Shahadi W. Joseph / Nala jovem
Jd McCrary / Simba jovem

Billy Eichner / Timão, o suricato
Seth Rogen / Pumbaa, o javai
John Oliver / Zazu, o calau

Billy Eichner / Timão, o suricato
Seth Rogen / Pumbaa, o javai
John Oliver / Zazu, o calau

Publicidade

Plantão de Notícias

Mais notícias

DESTAQUES DOS EDITORES