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Operação

Cirurgia em onça do Zoo de Curitiba usa parafusos de titânio e células-tronco

A onça pintada Angelina, do Zoológico de Curitiba, passou por uma cirurgia, nesta quinta-feira (18), para corrigir uma fratura no calcanhar direito. O animal é adulto, pesa 55 quilos, e pertence à subespécie amazônica, de menor porte.

Angelina teve uma lesão neurológica quando era filhote e ficou com sequelas. Ela é muito agitada, não fica exposta à visitação, e acabou se machucando durante algum movimento brusco, explica Eros Luis de Souza, cirurgião veterinário e diretor do Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

A cirurgia foi realizada no Hospital Veterinário Santa Mônica, que faz cerca de 180 intervenções por mês em animais domésticos, e envolveu uma equipe composta por seis profissionais. O ortopedista veterinário Felipi Curti explica que o procedimento durou aproximadamente duas horas e consistiu na implantação de placa e parafusos de titânio. O grande desafio no tratamento da Angelina é o pós-operatório, já que é muito difícil controlar os movimentos de um animal selvagem. Por isso foram usadas células-tronco, que aceleram o processo de cicatrização, disse.

Durante os próximos três dias, o animal ficará contido em uma jaula para depois ser solto no recinto em que vive. O pós-operatório será acompanhado semanalmente durante todo o próximo mês.

A cirurgia e o tratamento de Angelina contaram com a colaboração voluntária e gratuita do Hospital Veterinário Santa Mônica, e dos laboratórios Regenera Vet, responsável pela aplicação das células-tronco, e Zoetis fabricante do antibiótico de longa duração que o animal tomou. O tratamento completo, incluindo a prótese, ficaria em torno de R$ 10 mil.

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