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Moeda virtual

Polícia mira quadrilha com sede em Curitiba que aplicou golpes em 6 estados; isca eram os bitcoins

(Foto: PCPR)

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu 9 pessoas suspeitas de estarem envolvidas com a uma quadrilha que aplicava golpes em investidores de bitcoins por meio de uma empresa com sede em Curitiba. A conclusão é da Polícia Civil do Paraná, que deflagrou nesta quinta-feira (5) a Operação Midas, que mira uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes a investidores da moeda virtual por meio da empresa Blockshaine It. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 1,5 bilhão, entre o dinheiro investido pelas vítimas e a promessa de rendimento feita pelos criminosos. 

As ordens judiciais estão divididas em 11 mandados de prisão temporária, 11 de busca e apreensão, 16 de bloqueio de contas bancárias e 24 de sequestro de veículos. Duas pessoas estão foragidas. Os mandados foram cumpridos em Curitiba, Pinhais e Piraquara – municípios da Região Metropolitana de Curitiba –, bem como em Pontal do Paraná, no Litoral do Estado e em São Paulo (SP). O prejuízo estimado ultrapassa R$ 1,5 bilhão, entre o dinheiro investido pelas vítimas e a promessa de rendimento feita pelos criminosos.

Cerca de 50 policiais civis participam da ação, que utiliza 20 viaturas para o deslocamento e conta com o apoio de helicóptero da PCPR.

Conforme apurado, o golpe era operado através de e-mails e mensagens instantâneas por aplicativo de whatsapp. As vítimas geralmente tornavam-se alvos dos suspeitos após serem recomendados por terceiros, geralmente pessoas de confiança, a investir em bitcoins através da referida empresa. "Entre as vítimas encontramos até mesmo familiares que teriam refinanciado carros e imóvies para investir", afirma o delegado Emmanoel Davi, titular da Delegacia de Estelionato de Curitiba. 

Uma das vítimas afirmou que um dos suspeitos, responsável por angariar investidores, prometia rendimentos de 3% a 4% ao dia. O golpe se efetivava quando as vítimas transferiam o dinheiro para contas bancárias gerenciadas pelos suspeitos.

O delegado explicou ainda que esquema é muito parecido com o esquema de “pirâmide”, golpe bastante utilizado aqui no país nas décadas de 70 e 80. “Para ter algum ganho o angariador tinha que trazer investidores, algumas pessoas acabavam ganhando no início do negócio, mas não havia lucro para quem estava no fim da pirâmide, sem pessoas entrando, o golpe não se sustentou”, disse o delegado.

PCPR infirmou ainda que os estelionatários receberam nas contas cerca de R$ 70 milhões. Parte desse dinheiro foi encaminhado para uma pessoa jurídica em São Paulo que está sendo investigada. Outra parte foi usada para compra de imóveis e carros, que são alvos da operação de hoje. “Se eles fossem pagar hoje os investidores, teriam que pagar aproximadamente R$ 1,5 bi, totalmente inviável, o que mostra o crime de estelionato. Estamos tentando buscar valores para o ressarcimento das vítimas”, disse o delegado.

O indício de que a operação era um golpe foi constatado quando as vítimas receberam uma mensagem da empresa, informando que em um prazo de seis meses os investidores não poderiam fazer saque. A justificativa era de que a empresa teria sido vítima de uma fraude de cerca de R$ 20 milhões na Argentina. Porém, ao final do período, os criminosos voltaram a prorrogar o prazo.

O indício de que a operação era um golpe foi constatado quando as vítimas receberam uma mensagem da empresa, informando que em um prazo de seis meses os investidores não poderiam fazer saque. A justificativa era de que a empresa teria sido vítima de uma fraude de cerca de R$ 20 milhões na Argentina. Porém, ao final do período, os criminosos voltaram a prorrogar o prazo.

A investigação já chegou a identificar 500 vítimas dos criminosos, mas a estimativa é que o número possa chegar a cinco mil. O grupo criminoso é investigado por estelionato, associação criminosa, lavagem de dinheiro e falsificação de documento particular.

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