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Eleições 2018

Osmar Dias pode desistir do governo para disputar Senado

"Osmar: alian\u00e7a de Alvaro com aliado de Ratinho Jr isolou pedetista"
"Osmar: alian\u00e7a de Alvaro com aliado de Ratinho Jr isolou pedetista" (Foto: Franklin de Freitas)

Faltando 72 horas para o prazo final das convenções partidárias, o cenário eleitoral no Paraná segue indefinido. Ontem, a principal novidade surgida foi a possibilidade do ex-senador Osmar Dias (PDT) desistir de disputar o governo para concorrer ao Senado ou até ficar fora das eleições deste ano no Estado. Diante dessa informação, o grupo da governadora e pré-candidata à reeleição, Cida Borghetti (PP), também passou a cogitar atrair Osmar para sua chapa como candidato a senador, apesar de não descartar ainda um acordo com o ex-governador e pré-candidato ao Senado, Beto Richa (PSDB). Ao mesmo tempo, nos bastidores cresceram as especulações de que o próprio Richa pode desistir de concorrer a senador para se candidatar a deputado federal. 
Por lei, os partidos têm até domingo para oficializar candidaturas e alianças. Osmar e Cida marcaram suas convenções para amanhã, mas a exemplo das outras legendas, a tendência é de que ambos deleguem a decisão final para as executivas. 
No caso de Osmar, depois de desistir da aliança com o MDB do senador e candidato à reeleição, Roberto Requião, o pedetista sofreu outro duro golpe com o acordo fechado entre seu irmão, o senador e pré-candidato à presidência da República, Alvaro Dias (Podemos) com o PSC – partido que no Paraná apoia a candidatura do deputado estadual Ratinho Jr (PSD) ao governo do Estado. O PSC indicou o economista e ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro como candidato a vice de Alvaro.
Com isso, restaria a Osmar apenas o PDT e o Solidariedade para uma coligação na disputa ao governo, com pouco tempo na propaganda eleitoral de rádio e TV. Diante desse cenário, e com a dificuldade cada vez maior de atrair apoios e infraestrutura para a disputa pelo governo, Osmar estaria estudando a candidatura ao Senado ou até de não concorrer a nenhum cargo. Oficialmente, o pedetista limitou-se ontem a informar, através de sua assessoria, que a decisão só será tomada na convenção de amanhã. 
Alternativa - Do outro lado, o ex-ministro da Saúde e deputado federal Ricardo Barros (PP) – marido de Cida Borghetti – admitiu ontem a possibilidade de que a coligação da governadora conte com  Osmas Dias como candidato ao Senado ao invés de Richa. Na véspera, o ex-governador reafirmou, na convenção do PSDB, a intenção de manter a aliança com sua sucessora, mas ao mesmo tempo assegurou que sua candidatura ao Senado é irreversível “com ou sem aliança”. 
Barros confirmou que sua preferência é pela manutenção de Osmar como candidato ao governo, já que sem ele, haveria o risco de vitória de Ratinho Jr já no primeiro turno. “Se me pergunta 'o que você quer?', eu respondo 'quero Osmar Dias candidato a governador'. Agora, se ele deixar de ser, após a decisão dele, poderemos tratar dessa alternativa (da candidatura ao Senado)”, disse o ex-ministro. “Pode acontecer para o nosso lado, para outro lado, ou para nenhum lado. Ele pode dizer 'não quero, vou para casa e acabou'. Nós não podemos anunciar uma chapa completa agora e depois acontece um fato relevante ao final do prazo e aí tem que desfazer o que foi feito, o que é muito mais difícil”, alegou o marido da governadora.
Palanque - No caso de Richa, diante da dificuldade na negociação para a manutenção da aliança com Cida, o ex-governador estaria sendo pressionado pelos candidatos a deputado federal do PSDB a desistir de concorrer ao Senado para candidatar-se à Câmara Federal. A articulação teria inclusive o apoio do candidato tucano à Presidência, Geraldo Alckmin (PSDB), interessado em ter o palanque da atual governadora no Estado. 
 

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