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Festa

Papai Noel visita crianças no Hospital do Trabalhador

(Foto: AEN)

Brinquedos, sorrisos, esperança e, claro, o Papai Noel. Foi assim a segunda-feira (16) de cerca de 400 crianças que passam por tratamento no ambulatório e na pediatria do Hospital do Trabalhador (HT) e também no Centro de Atendimento Integral ao Fissurado Lábio-Palatal (Caif), em Curitiba.

A festa já é uma tradição no hospital desde 2011. Organizada pela Gerência de Relacionamento com a Comunidade do HT, só foi possível com a ajuda da sociedade, que doou brinquedos, balas e doces.

“Fizemos uma árvore com bilhetinhos de sugestões de presentes e funcionários do hospital, voluntários e as pessoas da comunidade puderam ajudar. É muito gratificante, pois são crianças carentes, que sofreram algum tipo de trauma ou já nasceram com uma deficiência”, disse a gerente de Relacionamento com a Comunidade do HT, Maria Cecília Cordeiro. “Ver a alegria delas ao receber um simples gesto de carinho como este é muito emocionante”.

O diretor-geral do Complexo Hospitalar do Trabalhador, Geci Labres de Souza Junior, destaca que ações como esta desfazem a ideia de que o hospital é um ambiente apenas de dor. “O hospital é um lugar cercado de medos e receios. Atitudes como esta evitam que as crianças saiam daqui com o trauma psicológico que o hospital pode causar. No fim do ano as pessoas estão mais emotivas, então é muito importante promover esse tipo de ação para que essas crianças sintam-se acolhidas”.

Danilo Gonçalves de Oliveira, de três anos, nasceu com uma deformidade nos pés e, desde então, faz tratamento no HT. “Essa ação é maravilhosa, o Danilo, muitas vezes, por conta do tratamento e do gesso, fica triste. É uma rotina cansativa estar sempre no hospital, mas hoje ele ficou feliz em ver o Papai Noel e receber um presente”, conta a mãe Thaís Lemes da Silva.

Papai Noel voluntário há 30 anos, José Ângelo Flores disse que a energia trocada com as crianças é o que o move o ano todo. “Quando as crianças veem o Papai Noel a dor passa, o medo passa. Essa magia deve ser levada para o ano todo. O Papai Noel vem, aparece, faz a festa e vai embora. Mas o que fica é esse sentimento, essa alegria, o alívio da dor e a recuperação que eles passam a ter. Sou muito grato por ter a oportunidade de fazer a diferença na vida dessas crianças” disse.

VOLUNTÁRIOS – Na semana passada, o grupo voluntário Bonecando também esteve no Hospital do Trabalhador distribuindo bolas, carrinhos e cerca de 200 bonecas de pano que são confeccionadas durante o ano todo.

Iria Zanetti, de 68 anos, é a criadora do grupo e conta como começou o projeto de fazer as bonecas. “Quando minha filha tinha apenas seis anos ela precisou ficar internada, justamente nesta época de Natal, e ganhou uma bonequinha. Ela ficou tão feliz que houve uma melhora no quadro clínico que possibilitou a nossa ida para casa. Depois disso, eu percebi a importância dessa iniciativa tão simples, dos benefícios e da alegria que isso pode trazer a uma criança”.

Iria, que ainda se emociona ao lembrar daquele dia, falou sobre a satisfação que é hoje estar do outro lado e poder levar alegria e conforto para quem precisa. “Quem mais ganha com isso não são as crianças, somos nós. É muito gratificante ver o sorriso, a emoção de cada criança ao receber o presentinho, um simples gesto para nós que para elas significa muito”.

A filha dela, Juliana Cristina Zaneti Pereira, hoje com 36 anos, participa desde a confecção das bonecas até a distribuição no fim de ano. Ela lembra com emoção de quando recebeu o presente. “Naquele dia eu fui para casa mais cedo, porque me senti melhor. Em casa eu não desgrudava um minuto da boneca e até hoje eu não esqueço nem da bonequinha e nem da minha alegria ao receber o presente”.

Além da distribuição de presentes, o hospital também contou com a apresentação de palhaços que levaram alegria e descontração para as crianças que esperavam por atendimento. “É muito gratificante poder trazer a alegria do circo para dentro do hospital, um ambiente que é muitas vezes de dor. Isso não tem preço, é um sentimento inexplicável”, disse o palhaço Thiago Inácio Ugaldi.

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