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Notícias falsas

Para combater as fake news sobre vacinas, laboratório elenca as que mais proliferam

Para combater as fake news sobre vacinas, laboratório elenca as que mais proliferam
(Foto: Valdecir Galor/SMCS)

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina tem eficácia comprovada, prevenindo doenças e, em alguns casos, erradicando-as, como foi o caso da poliomielite, que não existia no Brasil desde o início dos anos 90 devido às políticas de prevenção. Porém, este ano, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, demonstrou que a proteção contra o vírus que causa paralisia infantil caiu de 98%, em 2015, para 77% no ano passado, em todo o País. O Ministério emitiu um alerta para evitar o retorno dessa e outras patologias que já haviam sido erradicadas ou controladas no passado.O cenário atual é de baixa adesão ao calendário vacinal proposto pelo ministério da saúde e esta é a principal causa de havermos tido surtos de doenças historicamente controladas no Brasil. Um exemplo disso é o recente surto de sarampo, que registrou, no País, 2.044 casos até 8 de outubro. Os casos da doença na América aumentaram cerca de 32% e o Brasil aparece em segundo lugar no ranking, de acordo com boletim epidemiológico divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em setembro.

As redes sociais e aplicativos de mensagens são as principais fontes de notícias falsas e que disseminam a cultura de não vacinar bem como espalham medo e desconfiança infundados para a população. "Alguns canais de comunicação, geralmente sem respaldo científico, influenciam o comportamento da população em diferentes esferas, inclusive em saúde. Em todo o mundo existem movimentos antivacina, que são, em geral, geradores de conteúdo não científico e muitas vezes falso sobre as vacinas. Por isso, desenvolvemos ações junto à imprensa e aos nossos clientes para esclarecimento e estímulo sobre a importância da vacinação para a saúde de toda a população, crianças, adultos e idosos", explica Myrna Campagnoli, diretora médica do Laboratório Frischmann Aisengart, laboratório da Dasa – líder em medicina diagnóstica no Brasil.

1) Algumas vacinas possuem mercúrio, um produto químico altamente tóxico quando injetado no corpo.

Fake News! O timerosal (derivado do mercúrio) é utilizado como conservante em várias vacinas há décadas, como àquelas contra a gripe (formulações multidose). Diversos estudos comprovam a segurança desse fator de imunização.


2) Vacina é um método de controle populacional e um instrumento político.

Fake News! As vacinas aumentaram a expectativa de vida da população com a redução da mortalidade causada por doenças graves, como: sarampo, varíola e poliomielite. Elas foram desenvolvidas durante o século XX para ajudar a combater doenças graves e sempre foram benéficas à população mudando o curso de doenças graves, sendo um aliado na prevenção de diversas enfermidades.


3) Algumas vacinas podem causar autismo.

Fake News! Não há nenhuma evidência científica de ligação entre as vacinas e o autismo. Na realidade, descobriu-se que dados de um estudo publicado há alguns anos eram falsos e outros cientistas comprovaram a segurança das vacinas contendo o derivado do mercúrio, que segundo o artigo, levava ao autismo. A revista publicou um pedido de desculpas e o médico perdeu sua licença para exercer a profissão. O autismo é uma doença de fundo genético, não havendo correlação entre a vacinação e casos de autismo.


4) Pacientes alérgicos ao ovo de galinha não podem receber nenhuma vacina.

Fake News! Algumas vacinas utilizam ovo de galinha na produção, como a vacina de gripe, por exemplo. Pessoas com alergia grave à proteína do ovo podem apresentar reação alérgica, uma vez que partículas do alimento podem estar presentes na vacina. Estes pacientes poderão tomar a vacina sob observação médica. Porém, mesmo em casos de alergia grave como anafilaxia, não há contraindicação absoluta para receber a vacinas produzida na presença de ovo de galinha, desde que supervisionadas em ambiente médico.


5) Se tomou a vacina ano passado, não precisa tomar esse ano de novo.

Fake News! Cada vacina tem um esquema de doses recomendado. Algumas necessitam de reforço e outras não. Em alguns casos, é recomendado aplicação anual, como a vacina contra gripe. É fundamental seguir a orientação médica de dosagem e respeitar o calendário de vacinação. As vacinas de aplicação anual são atualizadas anualmente e perdem a capacidade de proteção após 9 a 12 meses.


6) Vacina pode fazer com que a doença seja adquirida, porque usam vírus vivo.

Fake News! Grande parte das vacinas contém apenas partículas do agente ou o vírus inativo, ou seja, morto e, por isso não causam doenças. Nas vacinas que possuem vírus vivo atenuado, é possível ter a doença pelo vírus vacinal que, normalmente, é leve e não causa repercussões, sendo muito menos grave que a doença causada pelo vírus selvagem. Este sim pode causar doença séria e até matar.


7) Algumas vacinas já mataram milhares, por isso não são seguras.

Fake News! Não há nenhum relato de vacinas que causaram morte em um grande número de pessoas. As vacinas são seguras e servem para proteger as pessoas de doenças graves que matam.

Sobre o Frischmann Aisengart

O Laboratório Frischmann Aisengart é o maior laboratório do Sul do Brasil com mais de 40 unidades de atendimento em Curitiba, Região Metropolitana, litoral e interior do Paraná, além de um Núcleo Técnico-Operacional localizado em São José dos Pinhais, onde são processados os exames. Com mais de 70 anos de história o Frischmann Aisengart é referência em medicina diagnóstica, realizando mais de três mil diferentes tipos de exames de análises clínicas. Além disso, oferece soluções diferenciadas e alto padrão de atendimento, contando com os serviços de Coleta Domiciliar, Web-Exame, Teste de Paternidade, Exames Toxicológicos, Exames Genéticos e Vacinas. Para mais informações acesse: www.labfa.com.br.

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