Dados do IBGE

Paraná apresenta menor taxa de desocupação no trabalho desde 2015

A taxa de desocupação (pessoas sem ocupação formal de trabalho) do quarto trimestre de 2018 no Paraná foi a mais baixa desde 2015, na comparação com o mesmo período – o quarto trimestre de 2017. O recuo foi de 9,30%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada nesta sexta-feira (22).

 “Essa taxa é a mais baixa para a séria histórica desde o quarto trimestre de 2015, quando a taxa de desocupação era da 5,8%. O ano de 2018 registrou também a melhor taxa média anual de desocupação desde 2016, com 8,8%”, explica o economista do Observatório do Trabalho da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho, Alexandre Chaves.

O Estado é o quinto do país com o menor número de desocupados, na comparação do terceiro com o quarto trimestre do ano passado, quando a taxa caiu de 8,6% para 7,8%.

À frente do Paraná (7,8%), quanto à menor taxa de desocupação no quarto trimestre de 2018, estão os estados de Santa catarina (6,4%), Mato Grosso (6,9%), Mato Grosso do Sul (7%) e Rio Grande do Sul (7,4%). Os números mostram que a Região Sul do Brasil teve a menor taxa de desocupação do País.

De acordo com o secretário de Estado da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost, uma das prioridades é avançar nas questões de emprego e renda. “Vamos qualificar os atendimentos nas agências do trabalhador para que cada vez possamos diminuir o número de desocupados no Paraná, levando à população paranaense mais emprego e renda”, destacou Ney.

SETORES

A maioria dos setores analisados pelo IBGE no Estado apresentou variações. Entre aqueles em que o contingente de desocupados mais cresceu, destacam-se os da construção civil (-4,7%) e de transportes (-3,9). Os setores que mais puxaram a taxa de desocupação para baixo foram comércio e reparação de veículos e automóveis (4,4%) e trabalhador familiar auxiliar (12,6%).

Com relação ao salário mensal, no Paraná ficou estável com uma variação mínima de 2,06% e média de R$ 2.477,00, no período. No País, o rendimento médio registrado foi de R$ 2.254,00, com variação de (0,76%), na comparação do terceiro com o quarto trimestre de 2018.