Retrospectiva e perspectiva

Paraná Clube tem ano com quedas, crises e dívidas

(Foto: Franklin de Freitas)

O Paraná Clube começou 2021 na segunda divisão nacional e terminou o ano na quarta divisão. A trágica temporada teve crises dentro e fora de campo, com turbulência política e dívida financeira fora de controle.
Por causa da pandemia do coronavírus, as sete rodadas finais da Série B de 2020 foram jogadas em janeiro de 2021. Ainda presidido por Leonardo de Oliveira, que estava no cargo desde 2015, o Paraná terminou em 18º lugar e acabou rebaixado à Série C.
Pressionado, Leonardo de Oliveira renunciou em janeiro. A temporada 2021 começou em fevereiro, com o clube comandado por Sergio Molletta, indicado pelo Conselho Consultivo para comandar o clube. Em abril, ele deixou o clube, por problemas de saúde. Em seguida, Luis Carlos Casagrande, o Casinha, assumiu como interino.
Casinha ficou no comando até 9 de agosto, quando o clube teve eleições e escolheu a chapa Transparência e Responsabilidade, liderada por Rubens Ferreira Silva, o Rubão. Ele venceu com 142 dos 293 sócios que apareceram para votar. O clube tinha 1.900 sócios com direito a voto, mas apenas 492 se inscreveram para participar do processo.
O grande desafio da nova diretoria é administrar uma dívida gigantesca. Segundo o último balanço divulgado, o clube acumulava R$ 141 milhões em dívidas em dezembro de 2020.
Em campo, o Paraná Clube apostou no técnico Maurilio e em jogadores com baixos salários para o Paranaense. As crises financeira e política tumultuaram o futebol. No Paranaense, o time terminou a 1ª fase em 6º lugar. Pegou o Athletico nas quartas de final e acabou eliminado. Na Série C, o time não rendeu e Maurílio foi demitido após oito partidas.
No início da competição, a diretoria assinou contrato válido até 2023 com a FDA Sports, que prometia investir R$ 2,9 milhões no clube em 2021. No entanto, a empresa não cumpriu sua parte, os salários começaram a atrasar e o acordo foi desfeito em agosto. A parceria durou apenas três meses e acabou bangunçado o departamento de futebol, com um entra e sai de profissionais e de jogadores. Em julho, o clube contratou o técnico Silvio Criciúma. Ele durou apenas cinco jogos. Na reta final, já com chances remotas de escapar do rebaixamento para a Série D, o time foi comandado por Jorge Ferreira.