Suspeitos ou confirmados

Paraná registra menos de mil internados pela Covid pela primeira vez em um ano

Avanço da vacinação é a principal razão para redução de internações
Avanço da vacinação é a principal razão para redução de internações (Foto: Franklin de Freitas)

Pela primeira vez em mais de um ano o Paraná registra menos de mil pacientes internados em leitos exclusivos para pacientes com quadros suspeitos ou confirmados de Covid-19. Conforme o Painel de Controle do Coronavírus no Paraná, até esta terça-feira (19), perto das 18 horas, haviam 3.135 leitos para pacientes com casos suspeitos ou confirmados de Covid-19 no Paraná, dos quais 968 (30,9% do total) estavam ocupados.

Trata-se do menor número de pacientes internados no estado desde, pelo menos, agosto do ano passado, quando as informações sobre leitos SUS exclusivos para Covid começaram a ser divulgadas em planilhas pela Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa-PR). Antes do mês corrente, inclusive, o Paraná só havia registrado um resultado próximo desse, em outubro do ano passado, quando passou um mês inteiro com cerca de 1,1 mil pacientes internados no estado.

Após registrar um pico na demanda por leitos em junho último, quando se chegou a ter mais de 4,4 mil pessoas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) ou em enfermarias por causa do coronavírus, desde o final de agosto o Paraná verifica uma forte tendência de queda nas internações. Desde o último dia 15, por exemplo, já haviam menos de 1,1 mil internados com casos suspeitos ou confirmados de Covid no estado.

Já no final da tarde de ontem haviam 592 pessoas demandando cuidados intensivos no Paraná e outras 376 internadas em enfermarias. Com relação à taxa de ocupação dos leitos exclusivos para pacientes Covid na rede pública de saúde, em todas as macrorregiões do estado essa taxa variava entre 28,9% e 31,5%. Ou seja, mais de dois terços dos leitos estavam livres até o final da tarde de ontem.pação de leitos em Curitiba são dinâmicos, com alterações ao longo do dia.

Manutenção

Apesar disso, representantes da Secretaria estadual da Saúde (Sesa) discutiram na segunda-feira com integrantes do Ministério da Saúde, em Brasília, o cenário pós-Covid-19, tendo como principal assunto a manutenção e destino de 600 leitos de UTI habilitados no Paraná ao longo da pandemia.

O objetivo é manter essas vagas ativas mesmo com a queda no número de internações, realocando a estrutura para o tratamento de outras doenças. Para isso, o Estado solicitou uma contrapartida do governo federal dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

“O custeio das UTIs abertas na pandemia está garantido pelo Ministério até dezembro deste ano. O desafio agora é a manutenção deste custeio para 2022, que o Paraná e outros estados pedem ao Ministério da Saúde, mesmo com o cenário do fim da crise sanitária”, disse o secretário de Saúde, Bdeto Preto.

Para o secretário Beto Preto, a ida da comitiva à capital federal traça um novo cenário para a Saúde, mudando o foco da estrutura hospitalar, hoje voltada para os casos da Covid-19.

Sem doses, Curitiba suspende parte da repescagem da vacinação contra Covid

A partir desta quarta-feira (20), Curitiba suspende parte da repescagem da vacinação contra a Covid-19 no município. Não haverá aplicação da primeira dose para adolescentes e da dose reforço para idosos, profissionais de saúde e imunossuprimidos anteriormente convocados.

O município aguarda novas remessas de doses para retomar a vacinação e avançar no grupo de adolescentes. Há expectativa que uma nova remessa de vacinas Pfizer, destinada aos adolescentes, chegue nos próximos dias e que a vacinação deste grupo seja retomada ainda nesta semana, inclusive com a ampliação de faixas etárias anteriormente convocadas.

Já para a retomada da aplicação das doses de reforço para idosos, profissionais de saúde e imunossuprimidos, a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba aguarda o envio de vacinas com esta destinação.

Os 31 pontos de vacinação anticovid de Curitiba permanecem vacinando a partir de hoje: repescagem de primeira dose de pessoas com 18 anos ou mais; repescagem de segunda dose de pessoas já convocadas; e aplicação de segundas doses agendadas (referente a vacinados com a primeira dose de Astrazeneca entre 7 e 25 de agosto).

Pessoas com 18 anos ou mais que ainda precisem fazer a primeira dose devem fazer o cadastro na plataforma Saúde Já no site www.saudeja.curitiba.pr.gov.br ou pelo aplicativo do celular. O cadastro agiliza o processo da vacinação. Além disso, é preciso levar um comprovante de residência de Curitiba.

Hospital do Idoso cria protocolo para controle da dor dos pacientes

O Hospital Municipal do Idoso lança hoje seu protocolo de avaliação da dor. O documento estabelece critérios para gerenciamento da dor em todos os pacientes internados, por meio de escalas para avaliação, padronização de condutas e uniformização do tratamento.

Com a implantação do protocolo, a dor será o quinto sinal vital avaliado pela enfermagem (os outros quatro critérios são: frequência cardíaca e respiratória, temperatura e pressão arterial). O dado é lançado no prontuário e passa a ser monitorado por toda a equipe médica e multiprofissional.

A gerente assistencial do hospital, Rosane Kraus, diz que a procura por atendimento, seja nas Unidades de Saúde ou de Pronto Atendimento, normalmente se dá por queixa relacionada à dor.

“O controle e alívio da dor é responsabilidade do profissional de saúde e com o protocolo podemos ter uma avaliação, uma intervenção e reavaliação subsequente”, afirma a enfermeira.

O protocolo foi elaborado em conjunto com a Comissão de Cuidados Paliativos do Hospital do Idoso, administrado pela Fundação Estatal de Atenção à Saúde (Feas) da Prefeitura de Curitiba. Segundo a médica Elisangela Shiroma, que integra a comissão, estudos apontam que 90% dos pacientes em cuidados paliativos experimentam dor em alguma fase da doença.

“Para nós, médicos paliativistas, a dor é o chão em que pisamos e controlar os sintomas é um preceito dos cuidados paliativos”, explica Elisangela.
guém pode estar bem com dor, é necessário avaliá-la e estabelecer um plano terapêutico.”