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Pandemia

Paraná registra uma morte por Covid-19 a cada 32 minutos

Leitos exclusivos para Covid-19 já receberam mais de 11 mil pacientes
Leitos exclusivos para Covid-19 já receberam mais de 11 mil pacientes (Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

A cada 32 minutos, uma pessoa perde sua vida para a Covid-19 no Paraná. Ao menos assim tem sido desde o começo de julho, quando o estado viu começar a crescer o número de novos casos e óbitos por dia em decorrência da pandemia. 

No dia 1º de julho, por exemplo, o Paraná somava 650 mortes por Covid-19. Ontem, já eram 2.547 — aumento de 291,85% em um mês e duas semanas, praticamente. Por dia, então, temos uma média de 44 óbitos no período analisado, o que dá cerca de 309 mortes por semana no estado.

Para se ter noção do que isso representa, seria o equivalente à queda semanal de dois aviões comerciais de médio porte, com todos os passageiros falecendo.
Além disso, até ontem havia 1.095 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 internados. Destes, 849 ocupavam leitos SUS (410 em UTI e 439 em leitos clínicos/enfermaria) e 246 leitos da rede particular (103 em UTI e 143 em leitos clínicos/enfermaria).

Havia outros 1.102 pacientes internados, 489 em leitos UTI e 613 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo vírus Sars-CoV-2.

Casos — No mesmo período, o número de casos passou de 23.965 no dia 1º de julho para 98.559 ontem. Em apenas 44 dias, o número de casos subiu três vezes,e a média diária foi para 1.695 no período. Os primeiros seis casos no Paraná foram confirmados no dia 12 de março.

Bandeira laranja

Curitiba terá mais um fim de semana de ‘quarentena’
Ainda em alerta laranja, Curitiba vai passar por mais um fim de semana com restrições mais severas de isolamento. Nesta semana, a Prefeitura prorrogou até os dia 17 as medidas em vigor para o funcionamento de atividades e serviços na Capital. Segundo avaliação da Secretaria Municipal da Saúde, os indicadores sugerem a manutenção das medidas, que determinam o funcionamento de atividades mais restrito durante os fins de semana. Curitiba se encontra desde 13 de junho na bandeira laranja, de risco médio na pandemia do novo coronavírus. Isso significa que comércio de rua, galerias e shoppings não podem funcionar, a não ser com delivery. No domingo, apenas panificadoras estão autorizadas a abrir, mas sem consumo dentro dos estabelecimentos. Supermercados podem funcionar de segunda a sábado. As medidas ainda podem ser revistas a partir da próxima segunda, tempo de validade do último decreto.

Sesa programa nova compra de medicamentos para intubação
A Secretaria de Estado da Saúde está programando uma nova compra de medicamentos de intubação para pacientes com Covid-19. Os insumos serão enviados para suprir a demanda dos 54 hospitais que fazem parte do plano de atendimento exclusivo aos infectados pela doença.

A ação da Secretaria é uma medida de prevenção para garantir que não faltem medicamentos, visto que até o momento não foi concluído o processo licitatório de compra do Governo Federal que inclui todos os estados do país.
“Desde o início da pandemia, a estratégia adotada pela Sesa em parceria com o Governo do Estado, é de prevenção. Até o momento não registramos falta de medicamentos para intubação nos hospitais, mas estamos trabalhando com contingenciamento desses insumos para que nenhum paranaense fique desassistido”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

No mês passado o Paraná fez uma compra de pelo menos nove itens utilizados para intubação no valor de R$ 1,5 milhão. Estes insumos foram recebidos em duas remessas pelo Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) e encaminhados, de acordo com a necessidade, para os hospitais.
O Ministério também enviou quase 100 mil ampolas de relaxantes musculares na semana passada, em um investimento de aproximadamente R$1 milhão, que fazem parte da parceria firmada entre Governo do Estado e Governo Federal.

Uma resolução no mês de julho suspendeu procedimentos eletivos nos hospitais para resguardar os medicamentos para a Covid-19.

Estado tem 60 novos óbitos, Curitiba 15 e Brasil 1.262
A Secretaria de Estado da Saúde confirmou ontem que o Paraná tinha até ontem 98.559 casos confirmados de Covid-19 e 2.547 mortes em consequência da infecção. O aumento de um dia para o outro foi de 1.873 diagnósticos positivos e 60 óbitos pelo novo coronavírus.
A secretaria informa que, das 60 mlrtes, todos os pacientes estavam internados. São 21 mulheres e 39 homens com idades que variam de 20 a 97 anos. Um óbito ocorreu em junho, quatro no mês de julho e os demais no mês de agosto. O monitoramento da secretaria estadual registra ainda 1.108 casos de pessoas que não moram no Estado. Destas, 29 morreram.

Curitiba
A Secretaria Municipal da Saúde confirmou mais 15 óbitos de moradores da cidade infectados pelo novo coronavírus. Com os novos dados, Curitiba chega a 766 mortes pela Covid-19. As novas vítimas são dez homens e cinco mulheres, com idades entre 35 e 86 anos. Seis pessoas que morreram tinham menos de 60 anos, porém, todos com fator de risco para a infecção.
O boletim mostra mais 513 casos do novo coronavírus em moradores da cidade. Até agora, 25.863 pessoas testaram positivo para a covid-19 desde o início da pandemia, das quais 20.513 pessoas estão liberadas do isolamento e sem sintomas da Covid-19.
Já o total de casos ativos na cidade é de 4.584 — é o número de pessoas com potencial de transmissão do vírus.

Brasil
O balanço diário do Ministério da Saúde sobre a pandemia do novo coronavírus, divulgado ontem trouxe 1.262 mortes e 60.091 casos de Covid-19. Foi o terceiro dia desde o início da pandemia com maior número diário de novas pessoas infectadas. No dia 22 de julho, foram 67.860 casos e no dia 29 de julho, 69.074.
Com os números de ontem, a soma de óbitos em função da pandemia chegou a 105.463. Ainda há 3.411 mortes em investigação. Já os casos acumulados totalizam 3.224.876. De acordo com o boletim epidemiológico, a curva de casos segue em estabilização, com oscilação de 3% para baixo na última semana epidemiológica.

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