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Legislativo

Plauto nega ameaças, mas alerta para retrocesso na Alep

Plauto: “Movimentos indicam volta ao passado”
Plauto: “Movimentos indicam volta ao passado” (Foto: Sandro Nascimento)

Depois de causar polêmica na semana passada, ao dizer que fez cópias de todos os documentos que tramitaram pela Assembleia Legislativa nos oito anos em que foi primeiro-secretário da Casa, o deputado estadual Plauto Miró Guimarães (DEM) voltou ontem à carga, alertando em texto publicado em sua página oficial e nas redes sociais, para o risco de retrocesso na administração do Legislativo. No texto, ele nega ter feito ameaças veladas ao colega, alegando apenas ter feito um “arquivo próprio” para se defender de eventuais acusações.

Plauto ocupava a primeira-secretaria - segundo cargo mais importante da Assembleia, abaixo apenas da presidência – desde 2011. Na eleição para a Mesa Executiva da nova legislatura, porém, ele perdeu a vaga para o ex-líder do governo Beto Richa, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSB) e acabou ficando com a 1ª vice-presidência.

Na terça-feira da semana passada, o deputado disse em discurso no plenário ter feito cópia dos documentos que tramitaram na Casa “por precaução”, e disse ainda ter “ouvido e visto” muita coisa enquanto esteve no cargo, inclusive pedidos de deputados “gulosos”. No dia seguinte, o deputado delegado Jacovós (PR) pediu explicações de Plauto sobre as supostas ameaças, afirmando que ele não poderia guardar documentos oficiais “para pressionar ninguém”.

No texto publicado ontem, o deputado do DEM voltou a negar ter feito ameaças aos parlamentares. “Não sou aventureiro e devolvo, com letras maiúsculas, qualquer insinuação de procrastinador, achacador ou senil. Os que o fazem, não me conhecem”, escreveu ele. “Não nasci ontem! Passei mais tempo da minha vida no parlamento do que em qualquer outro lugar. Também não sou um neófito!”, explicou.

O ex-primeiro-secretário defendeu que durante seu período no cargo, a Assembleia avançou na transparência, mas disse que esses avanços estariam ameaçados. “Mas de repente observei movimentos assustadores que indicavam uma temerária volta ao passado, na época em que as regras não eram cumpridas e a ética não era exercida. Não aceito! Não jogo minha história no lixo e por isso cumpro o dever de advertir o Paraná. Pois acredito que um estado se faz com atitudes e não com jogadas de marketing. Quem alerta não quer o mal”, apontou. .

Erros antigos
Plauto afirma ainda no artigo que torce para que o governo Ratinho Jr tenha sucesso, lembrando que apoiou a eleição do governador, apesar do DEM ter apoiado a candidatura à reeleição da ex-governadora Cida Borghetti (PP). “E para isso, a gestão que se inicia não pode começar com agentes novos repetindo erros antigos. Para dar certo não pode permitir que ‘gulosos’ se coloquem como os senhores da razão”, afirma, dizendo que cunhou a expressão em referência “aos que, muitas vezes, sem representatividade nas urnas, se sentem senhores dos espaços públicos e das posições políticas. Exalam a soberba pelo simples fato de estarem momentaneamente em uma posição de poder. Por vezes, uma conquista que se dá por questões circunstanciais e não por mérito”, alega.

“Tudo o que falei, assumo. Tenho cópias de documentos que assinei e dos pedidos administrativos que me fizeram. Os originais seguem em arquivo público, como deve ser. Fiz meu próprio arquivo para que seja possível comprovar os atos administrativos, caso, por algum motivo, em algum momento, se tente apagar a história. Caso a história seja ameaçada, ou se tente alterar as versões dos fatos, terei como recompor a verdade. Com responsabilidade afirmo que estou vigilante, como sempre estive”, reforça Plauto. “Não sou um acusador, apenas me posicionei para que diante de uma possível e descabida acusação, terei como me defender”, conclui ele.

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