Júri

PMs acusados de executar suspeitos em Curitiba são absolvidos

"PMs absolvidos: Minist\u00e9rio P\u00fablico disse que n\u00e3o vai recorrer"
"PMs absolvidos: Minist\u00e9rio P\u00fablico disse que n\u00e3o vai recorrer" (Foto: Reprodução/Facebook/ Eduardo Mileo)

Cinco policiais militares acusados de executar três suspeitos em outubro de 2013, no bairro Umbará, em Curitiba foram absolvidos ontem à noite no Tribunal do Júri de Curitiba. Os policiais respondiam em liberdade por triplo homicídio qualificado e fraude processual.  Sete jurados - seis homens e uma mulher - participaram do julgamento.

Os rapazes, de 16, 17 e 25 anos, que foram mortos pelos policiais em 2013 eram suspeitos de um assalto. De acordo com a ação, no dia do crime, os três assaltaram uma casa na Rua Waldomira Zortela, no Umbará. Um carro e outros bens foram levados. Na fuga, os ladrões bateram próximo ao local do roubo e abandonaram o veículo.

A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar no local, abordaram os três jovens, então com 16, 17 e 25 anos. De acordo com a denúncia do Ministério Público, os jovens foram colocados na viatura e levados até um matagal. Lá, eles foram executados com tiros no peito e na cabeça. A promotoria acredita que pelo menos 16 tiros tenham sido disparados.

Segundo o MP, os policiais também cometeram crime de fraude processual porque mudaram a cena do crime ao colocar armas de fogo ao lado das vítimas para simular um suposto confronto. Um dos policiais também teria, segundo a denúncia, colocado uma informação falsa no Boletim de Ocorrência ao dizer que os jovens atiraram contra os policiais. O advogado Eduardo Milleo afirma que comprovou que os policiais agiram corretamente, derrubando a tese inicial do MP. Ele disse que a decisão deixou os policiais aliviados.

Para o júri popular, foram convocadas 22 testemunhas de defesa. O Ministério Público dispensou as testemunhas de acusação e informou que não vai recorrer da decisão que absolveu os policiais. O advogado afirma que a postura do MP é de respeito pelo conselho de sentença. Quando ao crime em si, o advogado afirma que a tese de que os policiais revidaram os tiros prevaleceu. Segundo ele, os policiais agiram corretamente.

Segundo a família de dos rapazes mortos, os jovens não tinham passagens pela polícia. A mãe de uma das vítimas acompanhou o julgamento e pediu que os policiais fosse condenados.