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Explosão no Água Verde

Polícia faz buscas em empresa mas só encontra galões vazios

Explosão no apartamento interditou todo o edifício: uma morte
Explosão no apartamento interditou todo o edifício: uma morte (Foto: Franklin de Freitas)

A Polícia Civil do Paraná realizou nesta quarta-feira (10) buscas na empresa Impeseg e na residência de seus proprietários. Eles são alvo de investigação por conta da explosão no apartamento no bairro Água Verde, no último dia 29 de junho. Um garoto de 11 anos morreu no episódio, após ser lançado para fora do apartamento, enquanto outras três pessoas ficaram feridas – duas delas em estado gravíssimo.

Segundo o delegado Adriano Chophfi, da Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (DEAM) e responsável pelas investigações, a expectativa é que o inquérito seja finalizado em até 30 dias. Segundo ele, ainda faltam a divulgação dos resultados de alguns laudos técnicos e a colheita do depoimento de outros funcionários da empresa e de algumas testemunhas, além das próprias vítimas.

“Nos próximos 30 dias queremos finalizar. Mas tem as pessoas no hospital, que estão saindo da UTI, se recuperando, e as vezes pode acabar impossibilitando isso”, explica Chohfi.

Nas buscas feitas ontem, conta ainda o delegado, o objetivo era recolher documentos sobre a empresa e também produtos químicos que seriam utilizados pela empresa para realizar serviços de impermeabilização. “Estamos terminando. Encontramos documentos da empresa, mas produtos (químicos) não tinha mais, só galões vazios”, diz o delegado, relatando ainda que a empresa Impeseg foi fundada em 2015. “Começaram em casa e depois passaram para um escritório”.

Força-tarefa deve ser criada em 90 dias
Nos próximos meses, a Delegacia de Armas e Munições, o Corpo de Bombeiros e a Prefeitura de Curitiba deverão criar uma força-tarefa para a fiscalização das empresas de impermeabilização que atuam em Curitiba - a estimativa é que existam 600 establecimentos que oferecem esse tipo de serviço na cidade, tanto na modalidade de estofamento como na de limpeza.

Segundo o delegado Adriano Chohfi, o reforço da fiscalização só não teve início ainda por causa do decreto municipal 806/2019, que regulamenta a atividade de empresas prestadoras de serviços de impermeabilização. “Não fizemos ainda (as ações de fiscaliazação) porque, com o decreto municipal temos de respeitar o prazo (de 90 dias) para que as empresas se adequem. Vamos dar esse prazo para daí fiscalizar com mais intensidade”, explica o delegado.

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