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Operação Maçãs Podres

Policiais 'apadrinhavam' traficantes e distribuíam armas e drogas apreendidas

Suspeitos presos na Operação Maçãs Podres
Suspeitos presos na Operação Maçãs Podres (Foto: Ministério Público/Divulgação)

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Ceará (MPCE) conseguiu desmantelar recentemente um esquema de corrupção e tráfico de drogas que envolvia policiais militares no município de Fortaleza, a capital do Ceará.

Segundo informações do Ministério Público, os policiais envolvidos no esquema "apadrinhavam" traficantes e extorquiam criminosos de grupos rivais. Na primeira fase da operação, denominada "Maçãs Podres", 10 policiais militares já haviam sido presos, no último dia 02 de agosto. Já nesta sexta-feira (30 de agosto) foram cumpridos 11 mandados de busca e prisão contra suspeitos de tráfico de drogas.

Segundo o promotor de Justiça Rinaldo Janja, coordenador do Gaeco, os policiais se associavam com os traficantes, faziam uma espécie de consórcio e beneficiavam o comércio de entorpecentes pelos traficantes que apadrinhavam. Além disso, traficantes concorrentes eram fiscalizados pelos policiais e extorquidos.

"Eles abordavam, não permitiam o tráfico dos concorrentes dos traficantes que eram associados com eles e ainda por cima se apoderavam do material ilícito, ou seja, drogas, armas, munições. E o que é pior, colocavam todo esse material no mercado", relata o coordenador do Gaeco.

Os investigados agora poderão ter de responder por uma série de crimes, como tráfico de drogas, associação para o tráfico, extorsão, corrupção ativa e passiva, posse e porte ilegal de arma de fogo e organização criminosa.

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