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'Aedes aegypti'

Ponta Grossa tem registro de primeiro caso autóctone de dengue

(Foto: Venilton Kuchler/Arquivo ANPr)

Equipes dos 12 municípios da Regional da Saúde em Ponta Grossa participaram, nesta segunda-feira (14), de capacitação da assistência no manejo clínico ao paciente com suspeita de dengue. A medida se tornou necessária porque a região não havia registrado a circulação do vírus da doença e no momento existem nove casos em investigação.
Desse total, três casos foram confirmados e um deles, justamente o ocorrido em Ponta Grossa, é autóctone, ou seja, a doença foi contraída no próprio município. Os outros casos suspeitos em análise – em Carambeí, Castro e Palmeira, entre eles – são todos de pessoas que viajaram.

Desde agosto do ano passado, o Paraná confirmou a ocorrência de 129 casos de dengue distribuídos em 38 municípios, especialmente do Norte, Noroeste e Oeste do Paraná. Mas, até o momento, apenas Uraí atingiu a situação de alerta de epidemia. No verão, com chuvas e calor, é a estação de maior risco para a proliferação da doença.

O programa de capacitação, de acordo com a enfermeira Silmara Ferreira de Carvalho, da Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde, pretende sensibilizar médicos, enfermeiros e técnicos para o reconhecimento dos sinais e sintomas da dengue, zika e chikungunya, para que a doença, caso registrada, não evolua para situação de gravidade.

O mesmo tipo de reforço também será ministrado nesta semana na Regional de Cornélio Procópio, que investiga a morte de uma adolescente sob suspeita de dengue. O resultado dos exames indica não tratar-se da doença, mas o estudo do caso ainda não foi fechado.

POPULAÇÃO – A Secretaria de Estado da Saúde também reforça o importante papel que a população tem para minimizar a incidência da dengue no Paraná. A proliferação do mosquito transmissor aumenta muito no verão e é absolutamente necessário que as pessoas eliminem todo tipo de água parada como vasos de plantas, garrafas, lixo , bebedouros de animais, entre outros onde as larvas do mosquito se criam.

Os casos mais graves costumam ocorrer em determinados grupos de risco, composto por idosos, gestantes, lactentes menores (29 dias a 6 meses de vida), dependentes químicos e pessoas com algum tipo de doença crônica pré-existente, como hipertensão arterial, diabetes mellitus, anemia falciforme, doença renal crônica, entre outras.

No entanto, a orientação é que todos busquem atendimento de saúde logo que apresentem os primeiros sintomas. O diagnóstico precoce e o tratamento em tempo oportuno reduzem significativamente as chances de agravamento do caso.

Os sintomas são febre acompanhada de dor de cabeça, dor articular, dor muscular e dor atrás dos olhos ou mal-estar geral. Esses sinais não podem ser desprezados.

O verão, com temperaturas mais altas e o clima chuvoso, propicia o acúmulo de água e o desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, a zika e a chikungunya.

E quem viaja deve redobrar os cuidados para evitar o avanço da doença, tanto no seu imóvel, que ficará desabitado, como na casa eventualmente alugada para a temporada.

Entre os criadouros mais comuns estão vasos e pratos de plantas, garrafas pet, copos plásticos, sacolas, latas e outros materiais recicláveis. Também existem outros vilões que nem sempre estão à vista, como calhas entupidas, ocos de árvores, bromélias e bandejas externas de geladeira.

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