Calado

Porto de Antonina se torna apto a receber navios com maior capacidade de carga

(Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná)

O Porto de Antonina está apto para receber navios com maior capacidade de carga. O calado operacional do canal de acesso ao terminal passa de 8 para 8,5 metros, profundidade em que as embarcações podem ficar submersas na água, ao navegar para entrar ou sair do terminal.

A alteração está na portaria 074/2021, publicada esta semana pela empresa pública Portos do Paraná. Com a retomada da dragagem de manutenção continuada essa homologação era muito esperada.

A aprovação do novo calado operacional foi dada pela Autoridade Marítima - Capitania dos Portos do Paraná - após a análise dos levantamentos da batimetria realizada na última atividade de dragagem no canal de acesso ao Porto de Antonina, finalizada em agosto de 2020.

“Considerando que o Porto de Antonina movimenta, principalmente, granéis sólidos, esse aumento de meio metro significa aproximadamente mais 2.500 toneladas de carga em cada navio que o porto recebe”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

O calado operacional do canal está sendo restaurado por etapas. No ano passado passou de 7,5 para 8 metros. A expectativa é chegar até os 9,5 metros.

O diretor de Operações da Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior, explica que isso é possível graças ao serviço de dragagem de manutenção e pela adequação na sinalização náutica (nas boias).

“Faz parte de um plano de adequação até atingir o calado máximo possível. Com certeza essa medida trará maior competitividade ao terminal de Antonina, impactando diretamente na viabilidade de atração de maiores volumes de carga”, garante o diretor.

Gilberto Birkhan, presidente da Terminais Portuários Ponta do Félix (TPPF), que opera em Antonina, diz que a empresa recebe com otimismo a notícia do aumento de calado. “Isso faz crescer as nossas perspectivas de novas cargas, novos negócios. Trabalhando junto com a Portos do Paraná, creio que podemos ir além e alcançar profundidades ainda maiores, o que aumentaria os nossos diferenciais”, afirma.

Segundo Birkhan, o impacto desse aumento de calado será direto, na primeira operação de embarque de farelo de soja, já nos próximos dias. “É muito importante contarmos com isso, porque seremos muito atrativos para cargas que merecem uma dedicação especial no manuseio”, completa o presidente da TPPF, se referindo ao farelo de soja não transgênico que é movimentado pelo terminal.