Serviço de Atenção Domiciliar

Prefeitura de Curitiba aumenta em 33% os atendimentos a pacientes em casa

(Foto: Luiz Costa /SMCS)

O Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) da Prefeitura de Curitiba leva à casa dos pacientes o atendimento que seria feito em um hospital. Em julho, atingiu sua maior marca histórica, com 603 pacientes atendidos, em 3 mil visitas feitas em toda a cidade.

Este ano, as equipes já haviam superado, no primeiro semestre, os 500 pacientes/mês e a tendência é que mantenham em agosto a média de 600 atendimentos. Isso significa um aumento de 33,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em julho de 2017, o SAD atendeu 450 pacientes, o que já era uma conquista da atual gestão: foi um dos primeiros meses que o serviço havia comemorado a superação a meta contratual de 384 pacientes mensais.

“Aumentamos o vínculo com as Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e hospitais credenciados ao município, tirando de lá os pacientes que podem ser tratados em casa”, explicou o coordenador médico do SAD, Clóvis Cechinel.

Outro fator que contribuiu para o aumento no número de pacientes foi a revisão da logística das viagens, melhorando a rotina das dez equipes multidisciplinares que fazem as visitas aos pacientes.

Cuidados

Entre os beneficiados com o maior número de atendimentos feitos neste ano está o aposentado José Mendes da Silva, 72 anos, morador do Água Verde.

Acamado desde o ano passado, pelo avanço de doenças como o Alzheimer, Silva recebe semanalmente a visita de uma equipe multidisciplinar – composta por clínico geral, fisioterapeuta, enfermeiro, técnico em enfermagem, assistente social e nutricionista – para acompanhar sua saúde e também auxiliar sua família.

“Essa equipe é sensacional. Me ensina como cuidar, como alimentar e como movimentá-lo. Se todos tivessem o apoio que eu tive, teriam muito mais facilidade em cuidar de seus familiares doentes”, contou a esposa de Silva, Regina do Rocio Gonçalves, 61 anos.

O SAD conta com 94 profissionais que têm como base o Hospital do Idoso Zilda Arns (Hiza), no Pinheirinho, e que percorrem, mensalmente, uma média de 26 mil quilômetros para prestar atendimento a pacientes em todas as regiões de Curitiba.

Maior complexidade

As principais causas de solicitações de acompanhamento pelo SAD são infeções e sequelas de doenças neurológicas. Os pacientes atendidos pelo SAD são, em sua maioria maiores de 60 anos (79%), com quadros crônicos agudos.

Desde maio, o serviço passou a atender também pacientes de maior complexidade, com necessidade de ventilação mecânica invasiva. A média de tempo de permanência das equipes com as famílias é de 60 dias.

Para ter acesso ao SAD a família do paciente procura a Unidade de Saúde mais próxima para solicitar uma avaliação dos critérios de inclusão no programa. Pacientes atendidos em UPAs e hospitais da rede credenciada também podem ser indicados pelos médicos ao serviço.