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Pandemia

Presidente do Paraná revela ‘recorde negativo' de sócios e perda de patrocínios

Leonardo de Oliveira
Leonardo de Oliveira (Foto: Arquivo Bem Paraná/Geraldo Bubniak)

O presidente do Paraná Clube, Leonardo de Oliveira, revelou nessa segunda-feira (29) que o clube registrou durante a pandemia um recorde negativo no número de sócios. Também contou que todos os patrocinadores com as marcas presentes na camisa suspenderam os contratos.

“Todos os patrocínios da camisa foram suspensos”, contou o dirigente, em entrevista para a rádio Transamérica. “Tivemos redução significativa do número de sócios. Dentro da história, o clube nunca teve uma redução tão grande. Chegamos ao número mínimo. Batemos o recorde negativo”, declarou, sem revelar números.

O presidente afirmou que compreende a situação. “Não fizemos grandes campanhas de associação, de busca de novos sócios. Temos respeitado esse momento. O torcedor do Paraná vem sendo sócio sempre que possível. Esse momento a avalição tem que ser individual. Muitas pessoas têm perdido o emprego e outras têm redução do seu salário”, disse. “Essa redução prejudicou muito o clube. E os clubes tiveram cotas de TV reduzidas, que é o que mantém boa parte dos clubes da Série B. Foi necessário reajustar nossas contas. Vários contratos foram suspensos. Estamos trabalhando dentro das nossas possibilidades. E a situação se agrava a cada dia”, comentou. “Está ficando inviável, se tivermos que ficar em casa por mais tempo”, explicou.

A crise financeira foi agravada pela pandemia, explicou Leonardo de Oliveira. “A situação do Paraná não é diferente dos demais clubes do Brasil. Tivemos dificuldades ano passado, no fim do ano. Esse ano vínhamos conseguindo retomar as coisas dentro de uma normalidade, aí veio a pandemia”, declarou.

CAMPEONATO PARANANSE
Sobre o Campeonato Paranaense, Leonardo de Oliveira afirmou que não é garantido que a competição reinicie em 15 de julho, como foi anunciado pela Federação Paranaense de Futebol na sexta-feira. “Dia 15 é a data limite para o reinício. Caso não tenha liberação (das autoridades), vamos ter que reunir novamente e tomar outra decisão”, declarou. Ou seja, caso o Poder Público não permita treinos e jogos até lá, a competição pode ser suspensa em 2020, por exemplo. Ou declara encerrada antecipadamente. No atual cenário, explicou o dirigente, é difícil prever o que vai acontecer. “Não adianta querer atravessar e resolver tudo nesse momento. Tem que tomar a decisão na medida que as coisas forem evoluído”, argumentou.

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