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Inverno 

Procura pela vacina da gripe dobra no Paraná em 2018

Clínicas negociam para importar mais um lote do produto, que custa mais barato no Estado

O primeiro mês de vacinação contra a gripe nas clínicas particulares do Paraná está sendo agitado. É que a demanda pelo produto praticamente dobrou em relação ao ano passado, segundo a Associação Brasileira das Clínicas de Vacina (ABCVAC). Com isso, algumas clínicas de Curitiba já começam a sentir falta do produto.
Entre as dez empresas consultadas pelo Bem Paraná, em cinco já não havia mais disponível a vacina trivalente (que incluí vírus similares ao H1N1, HeN2 e o Influenza do tipo B Yagamata) a primeira a ser produzida e comercializada neste ano. Já a vacina quadrivalentes (que traz ainda um vírus similar ao vírus influenza B/Brisbane/60/2008, além das presentes também na trivalente) estava em falta em apenas uma clínica.
De acordo com Geraldo Barbosa, presidente da Associação Brasileira das Clínicas de Vacina, dificilmente haverá uma reposição de estoque das doses de vacina contra a gripe. “As clínicas vão trabalhar só com o que já foi comprado. Estamos tentando fazer uma nova importação, mas é algo que ainda não está confirmado.”
Ainda segundo ele, a pressão sobre o setor é grande, uma vez que a demanda cresceu extraordinariamente, inclusive acima da disponibilidade do produto. “O que percebemos é que a quantidade de doses no mercado não é suficiente para atender a demanda. A procura pela demanda dobrou em relação a 2017, mas vamos conseguir atender apenas 20% a mais do que no ano passado”, explica. 
Acima da meta
Na rede Nissei, a coordenadora farmacêutica Carolina Escobar aponta bons resultados. Por ora, o centro de vacinação, localizado na Av. Sete de Setembro, 6948, trabalha apenas com a vacina trivalente – a quadrivalente deve estar disponível ao público ainda nesta semana. Neste mês o setor já atingiu  a meta esperada para abril uma semana antes do fim do mês.
A tendência, contudo, é que a procura pela vacina se acentue ainda mais nas próximas semanas. “Depois da aplicação da dose, demora cerca de 15 dias para o organismo criar os anticorpos. Então o auge da demanda deve ser registrado em meados de maio, mesmo mês em que termina a campanha de vacinação pelo SUS”, explica Carolina.
A campanha pública nacional de vacinação começou na segunda-feira e vai até do dia 1º de junho para um público-alvo previamente definido pelo Ministério da Saúde, os chamados grupos de risco.

Preço varia até 41,7%, mas é menor do que em outros estados
Em Curitiba, o preço da vacina trivalente varia entre R$ 60 e R$ 85, ao passo que a quadrivalente custa de R$ 90 a R$ 120, segundo levantamento feito pelo Bem Paraná junto a 10 clínicas particulares de vacinação. Geraldo Barbosa, presidente da ABCVAC, esclarece que a diferença de preço – que chega a 41,7% no mercado curitibano — se deve a uma série de fatores, entre eles a estrutura e a localização da clínica de vacinação. 

Uma boa notícia, contudo, é que por aqui a vacina está mais barata do que no restante do país, onde o preço praticado varia entre R$ 120 e R$ 150 no caso da vacina quadrivalente. “O mercado do Sul está em um centro de custo teoricamente menor, então o preço final do produto também acaba sendo mais baixo. Mas neste ano, por conta do estoque menor do que a demanda, o mercado está trabalhando com zero de desconto.”

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