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Facção criminosa

Quadrilha vendia rifas e drogas para manter crime organizado no Paraná e Santa Catarina

A Polícia Federal (PF) desarticulou nesta terça-feira (3) parte de uma quadrilha que vendia rifas e  traficava drogas para financiar organização criminosa que age dentro e fora de presídios brasileiros. A operação foi deflagrada na manhã desta terça-feira, 2, e até o final da manhã os policiais tinham cumprido 13 mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão no Paraná e em Santa Catarina.

As ordens judiciais fazem parte da Operação Dictum e são cumpridas em Cascavel, Foz do Iguaçu, Santa Helena em Toledo, no oeste do Paraná; Londrina, no norte do Paraná; São Mateus do Sul, no sul do Paraná; e Fraiburgo, em Santa Catarina.

Durante as investigações que se estenderam por quatro meses, os policiais federais descobriram que o grupo, que tem origem em São Paulo, tinha a intenção de se estabelecer em Cascavel, oeste do Paraná. No total, foram identificados seis pontos de vendas de maconha e cocaína, a maioria na região do Bairro São Cristóvão, em Cascavel.

Na casa de um dos suspeitos, os agentes apreenderam vários blocos de rifas. De acordo com os policiais, a facção criminosa funcionava como uma pirâmide. E, para funcionar, a base tem que ser bem larga. O papel é colaborar com dinheiro. Além de pagar  um tipo de mensalidad, os integrantes eram obrigados a comprar as rifas, sem que isso implicasse em premiações. O objetivo era apenas criar uma forma de arrecadar o dinheiro.

Um dos líderes do grupo agia de dentro de um presídio em Londrina e deverá ser transferido para uma Penitenciária Federal. No cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram apreendidas também drogas e munição de vários calibres. Entre os presos, três já vinham cumprindo pena em presídios do Paraná e três devem responder ainda por uso de documento falso.

"Dictum" significa "limpeza" em latim. O nome, conforme a PF, faz alusão ao objetivo da operação, que é o de limpar as áreas onde o tráfico de drogas está instalado.

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