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ARAUCÁRIA

Ratinho Jr discute fechamento de fábrica da Petrobras

Ratinho Jr: busca de alternativa
Ratinho Jr: busca de alternativa (Foto: Arnaldo Alves AEN)

O governador Ratinho Júnior (PSD) reuniu bnesta segunda-feira (27) parte da bacada federal do Paraná, no Palácio Iguaçu, para discutir o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen/PR) e a privatização da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), ambas localizadas em Araucária (região metropolitana de Curitiba. Ratinho Jr informou que na quinta-feira vai ao Rio de Janeiro para um encontro com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, para debater os dois assuntos. Segundo ele, o governo do Estado está mobilizado em busca de alternativas para o encerramento das atividades da empresa.

De acordo com o governo paranaense, a Fafen contava com 396 funcionários, todos demitidos. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), o fechamento da fábrica deve deixar desempregados cerca de 1 mil trabalhadores, entre funcionários diretos e terceirizados. Petroleiros estão ocupando a frente da Fafen desde o dia 21, em protesto contra o fechamento da unidade.

A Petrobras alega que somente de janeiro a setembro do ano passado, o prejuízo da fábrica teria sido de quase R$ 250 milhões. As previsões apontariam para um resultado negativo superior a R$ 400 milhões em 2019. “É um assunto muito delicado, que gera muitas dúvidas. O governador vai ao Rio em busca de uma solução adequada à realidade do nosso Estado”, afirmou o deputado federal Rubens Bueno (Cidadania).

Na pauta também está a privatização do primeiro lote de refinarias da Petrobras, previsto para ocorrer ainda neste ano e que deve incluir a Repar. “Entendemos que privatizar é algo do mercado, mas vamos buscar o maior número de informação possível para que a população não seja prejudicada”, disse Ratinho Jr. “O governo do Estado está em busca de uma alternativa”, afirmou o governador.

Audiência
Na sexta-feira, o Ministério Público do Trabalho (MPT), promoveu uma audiência para tratar sobre a demissão em massa e outros impactos que podem ser gerados pelo fechamento da rsubsidiária da em Araucária. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Petroquímicas do Estado do Paraná (Sindiquímica-PR) e a FUP alegam que a decisão de encerrar as atividades não teve transparência, endesrespeita o acordo coletivo de trabalho.

O MPT criou um grupo de trabalho para acompanhar a situação. O órgão determinou que a diretoria da Fafen apresente o planejamento detalhado do encerramento das atividades da fábrica, o plano de gerenciamento de risco relacionado à gestão dos resíduos tóxicos e radioativos, a formalização do pacote de benefícios compensatórios oferecido aos empregados e outras informações para a investigação. A empresa se comprometeu a apresentar entregar os documentos hoje.

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