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Trafico

Receita Federal apreende mais de 25 toneladas de cocaína no 1º semestre de 2019

Dados do Ministério da Economia mostram que, entre janeiro e junho deste ano, a Receita Federal apreendeu 25,3 toneladas de cocaína em portos, aeroportos e demais locais de fiscalização do órgão federal aduaneiro em todo o país.

Esse número confirma o ritmo de disparada na apreensão da cocaína no Brasil e representa um aumento de 158% na comparação com o mesmo de período de 2017. Na comparação com o primeiro semestre de 2018, a alta verificada é de 92%.

Balanços da Receita obtidos pela reportagem apontam, por exemplo, que até 2014 a maconha era a principal droga apreendida --e quantidades muito maiores do que a de cocaína.

Em 2014, por exemplo, a Receita interceptou um transporte anual de 7,6 toneladas de maconha em todo o país, volume muito superior aos 957,8 kg de cocaína apreendidos naquele mesmo ano.

Em todos os quatro balanços anuais anteriores (2010 a 2013), a quantidade de maconha sempre superou a de cocaína.

O Brasil é utilizado como rota de passagem da cocaína para Europa (com algumas rotas já detectadas também para a África). Este envio se caracteriza, em sua maior parte, por via marítima, logicamente utilizando nossos portos, onde a Receita tem uma ação concentrada. Os países produtores estão aumentando a fabricação de cocaína, o que leva a um fluxo maior pelo nosso território.

Por outro lado, a maconha, que inclusive tem produção nacional, tem seu tráfico realizado de forma esparsa e não é alvo de grandes tentativas de exportação, considerando que seu valor unitário por peso é muito menor do que o da cocaína

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