Red Bull rescinde contrato com piloto da F-2 por falas racistas e homofóbicas

A Red Bull anunciou nesta terça-feira a demissão do piloto Jüri Vips do programa de jovens da escuderia austríaca. Na última semana, o estoniano havia sido suspenso por ter feito comentários racistas e homofóbicos durante uma live na plataforma Twitch. Vips defende a Hitech GP na atual temporada da Fórmula 2 e ocupa atualmente a sétima posição no campeonato do pilotos.

"Seguindo com as investigações sobre o incidente online envolvendo Jüri Vips, a Red Bull decidiu romper o contrato de Jüri como piloto reserva e de testes. A escuderia não tolera qualquer forma de racismo", escreveu em sua rede social a equipe ao anunciar o rompimento do vínculo.

Diferentemente da última semana, com a decisão da Red Bull, Vips não se manifestou. Suas redes sociais seguem sem atualizações desde o ocorrido. "Eu me arrependi profundamente das minhas ações e esse não é o exemplo que quero estabelecer. Vou cooperar para as investigações", publicou o piloto na ocasião.

O episódio aconteceu em uma transmissão de jogos, na qual o estoniano utilizou a palavra "nigga", para se referir a pessoas negras. Em outro momento, ele debochou do também piloto da F-2 Liam Lawson, que estava usando um boné rosa. Segundo Vips, rosa seria uma "cor gay". Neozelandês, Lawson é piloto da Carlin, e também faz parte do time de jovens pilotos da Red Bull.

Vips ainda não venceu nenhuma corrida na atual temporada da Fórmula 2. Ele subiu ao pódio em três ocasiões: no Bahrein, Arábia Saudita e Mônaco. A próxima etapa da categoria será em Silverstone, neste fim de semana. Novamente serão disputadas duas provas. O brasileiro Felipe Drugovich é o líder do campeonato, com 49 pontos de vantagem para o segundo colocado, o francês Théo Pourchaire.