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Mulheres são as mais afetadas

Risco de infecção urinária aumenta no verão

As infecções do trato urinário são mais comuns em mulheres. Geralmente, ocorrem na bexiga ou na uretra, mas as infecções mais graves envolvem o rim. No Brasil, segundo o levantamento feito pelo Hospital Israelita A. Einstein em média, são mais de 2 milhões de casos da doença anualmente.
A infecção na bexiga pode causar dor pélvica, aumento da vontade de urinar, dor ao urinar e sangramento na urina. A infecção nos rins pode causar dor nas costas, náuseas, vômitos e febre.

O verão é especialmente favorável para adquirir a infecção urinária por vários motivos. Um deles é a exposição constante à umidade. O ato de ficar com roupas de banho molhadas durante todo o dia aumenta as chances de bactérias infiltrarem-se no trato urinário, podendo levar à doença. É comum o hábito de passar várias horas na praia com sungas e biquínis úmidos, o que pode ser uma porta de entrada para os patógenos.

Pessoas mais afetadas

Mulheres jovens: são as que mais apresentam infecção urinária, especialmente ao iniciarem sua vida sexual, uma vez que pequenos traumas e modificações da flora bacteriana na região íntima são fatores que favorecem a contaminação do aparelho urinário.

Mulheres na menopausa: as mudanças hormonais predispõem às infeções. Na menopausa, o revestimento interno urinário se torna mais frágil, com pouca defesa às agressões bacterianas que penetram o canal da uretra.

Mulheres grávidas: durante a gravidez, há variações hormonais fisiológicas e o crescimento uterino ao longo dos meses compromete o esvaziamento da bexiga, causando certo grau de "retenção urinária" que propicia o aparecimento de ITU.

Idosos: homens e mulheres costumam apresentar infecção urinária com pouco ou nenhum sintoma, causada pela incontinência (perda urinária involuntária), variações frequentes do ritmo intestinal (constipação/diarreias), doenças crônicas, como diabetes; e inflamações e crescimento da próstata nos homens.

Principais sintomas

Dores locais: bexiga, parte inferior do abdômen, pélvis ou região genital

Dores circunstanciais: durante a micção ou durante a relação sexual

No trato urinário: desejo persistente de urinar, micção frequente, necessidade frequente de urinar, desconforto na bexiga, distensão da bexiga, incontinência urinária, micção excessiva, urina com odor desagradável, urina escura ou sangue na urina

Também é comum infecção recorrente, irritação vaginal ou sensibilidade.

Para comentar sobre o assunto e dar dicas de prevenção, sugiro o Vice presidente da sociedade Brasileira de Urologia do Rj, Dr Lessandro Curcio Gonçalves.




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