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Pedreira Paulo Leminski

Scalene fala sobre carreira e participação no Coolritiba

Banda Scalene.
Banda Scalene. (Foto: Breno Galtier)

A segunda edição do festival Coolritiba, realizado pela primeira vez no ano passado, reserva ao público grandes atrações. Nomes consagrados como Emicida, Pitty, Sandy, Nação Zumbi e Mano Brown vão dividir o palco com novos expoentes da música brasileira, entre eles O Terno, Anavitória, Iza, OutroEu e Rincón Sapiência (tocando juntos ou separados). Marcado pela fusão de música, arte e sustentabilidade, o espetáculo promete grandes emoções, tanto para o público, quanto para os artistas envolvidos. 

Tomás Bertoni, guitarrista da Scalene, uma das atrações confirmadas para participar do evento, conversou com a equipe do Bem Paraná, sobre a participação no festival e sobre a carreira. 


Com o EP magnetite, a banda conseguiu ótimas críticas, já advindas dos trabalhos anteriores, o álbum Éter (2015) e o DVD Ao Vivo em Brasília. Para Tomás, a evolução musical da banda é perceptível.

"Os lançamentos são muito nossa cara e nosso estado de espírito em cada época. Real/Surreal, em 2013, nós éramos muito novos, cheios de coisa pra provar. No Éter tinha um sentimento de que era o momento pra banda deslanchar, e o DVD foi um desafio grande por tudo que envolve uma gravação do tipo. O magnetite culminou com a nossa evolução como seres humanos e como músicos até aqui. O EP em 2018 é uma extensão do que foi o magnetite ano passado, uma forma diferente de lançar faixas extras de um álbum. Temos muito orgulho da evolução e das reinvenções ao longo dos anos, além da consistência como banda na quantidade e qualidade dos lançamentos."

O movimento do rock, atualmente, também foi abordado, principalmente em relação ao parâmetro de sucesso da banda no mercado. Nesse ponto, Tomás foi enfático: "O que é o rock? O que é conseguir destaque? Ter relevância pra quem e aonde? Quais são os parametros? Aparecer na Globo? Existem bandas como Scalene e Supercombo, elogiadíssimas no cenário, mas outras bandas como Francisco, el Hombre e Metá Metá também estão aí, conquistando seu espaço. O rock não se limita apenas a bandas de qualidade como Paralamas e Capital, mesmo porque, temos um Nação Zumbi no meio do caminho também. Essa limitação em buscar classificar artistas em dentro e fora do mainstream transforma a discussão em algo superficial e injusto. A questão é complexa demais, pra receber uma análise tão simples."

Após participarem do Rock In Rio com grande sucesso, Tomás alega que participar de festivais é sempre uma aventura, e não tem comparação com shows mais intimistas: "As possibilidades de se atingir pessoas que não conhecem a banda, ou que nunca foram a um show, é relativamente grande. O tempo é mais curto, a setlist fica intensa e temos que dar tudo que temos em um espaço de tempo um pouco menor. Mas dentro dos espectros "show nosso" ou "show em festival" tem todo um universo de variáveis e experiências. Não é melhor ou pior, apenas diferente.  


O Festival Coolritiba acontece neste sábado (05), na Pedreira Paulo Leminski. 

Saiba mais sobre o evento:

www.coolritiba.art.br

facebook.com/festivalcoolritiba/


 

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