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Cuidados

Secretaria da Saúde alerta sobre envenenamento infantil

(Foto: Divulgação/saude.pr.gov.br)

Aproveitando a proximidade do Dia das Crianças, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) lança a Campanha de Prevenção ao Envenenamento Infantil pela Vigilância de Zoonoses e Intoxicações. A iniciativa foi apresentada em videoconferência para as 22 Regionais de Saúde e o objetivo é alertar pais, responsáveis e cuidadores de crianças para os perigos potenciais de envenenamento infantil.

“Estamos focados em alertar o maior número possível de pessoas sobre uma situação tão fácil de prevenir, mas que, se não orientadas, pode trazer sérios prejuízos às nossas crianças. A palavra-chave aqui é educação em saúde”, comenta o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net), produtos de higiene e limpeza, plantas, agrotóxicos e, principalmente, medicamentos são os principais responsáveis por intoxicações e 90% dessas intoxicações ocorrem dentro de casa. Os acidentes acontecem em todas as faixas etárias, porém, as crianças de 1 a 4 anos são as que mais se intoxicam acidentalmente. “Por serem coloridos, os medicamentos ficam parecidos com balas e doces, atraindo os pequenos. Flores como o copo-de-leite, comigo-ninguém-pode são tóxicas quando ingeridas e podem causar intoxicação. Os responsáveis devem estar sempre atentos para que as crianças não tenham acesso a essas substâncias”, Diz a bióloga da Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações, Juliana Cequinel.

A faixa etária entre 8 anos até os 17 tem números expressivos e crescentes de intoxicação intencional, sendo que de 12 a 17 anos, a tentativa de suicídio é a circunstância mais notificada. A bióloga alerta ainda que pais, responsáveis e educadores precisam estar atentos a alguns sinais nos adolescentes. “Mudanças marcantes de personalidade, perda de interesse em atividades prazerosas, uso de drogas ou álcool, atos violentos, comportamento rebelde, fuga de casa, negligência com a aparência pessoal são alguns comportamentos que devem ser observados com atenção.”

O profissional de saúde precisa estar atento a casos de tentativa de suicídio na infância e adolescência e conhecer o fluxo de encaminhamento do seu município para a rede de saúde mental e a rede de proteção para que esses pacientes e suas famílias sejam acompanhados.

SINTOMAS – Os venenos podem penetrar pela pele, olhos, respiração e, sobretudo, pela boca. Dentre os sintomas mais comuns do envenenamento estão: dor, vômito, convulsão, diarréia, paralisia, respiração difícil, confusão mental, mudança na cor dos lábios, sensação de queimação na boca, garganta ou estômago, entre outros.
CUIDADOS: Em caso de intoxicação, deve-se procurar o serviço de saúde o mais rápido possível, levando o nome, ou a embalagem, ou uma foto do agente tóxico para auxiliar no atendimento e conduta clínica da intoxicação. Não se deve provocar vômito, fazer respiração boca a boca ou qualquer outra medida caseira sem orientação. Se o contato for pelos olhos, lavar com bastante água durante pelo menos 15 minutos.

A bióloga lembra ainda que os efeitos dos venenos podem não ser imediatos. “Se encontrar produtos perigosos abertos, observe atentamente a criança. E também é importante ficar atento aos animais de estimação, que também podem sofrer envenenamento”, finaliza.

Para outras dúvidas e informações, o Centro de Controle de Envenenamento do Paraná atende pelo 0800 41 0148 em plantão 24 horas.

ATIVIDADES: Diversos municípios do Estado já estão com ações programadas em Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIS), orientando pais, professores e crianças sobre os perigos e cuidados do envenenamento infantil. Também serão realizadas abordagens em Unidades básicas de saúde durante as reuniões do pré natal e sala de espera.

Em Ivaiporã e Santa Maria, municípios da 22° Regional de Saúde, os Centros de Atenção Psicossociais (CAPS), irão sensibilizar os profissionais de saúde na temática das tentativas de suicídio na infância e adolescência.

Como prevenir as intoxicações:

- Crianças devem ser sempre supervisionadas por adultos;
- Medicamentos, produtos de limpeza, raticidas, agrotóxicos (todas as substâncias químicas que são agentes tóxicos) devem ser guardados longe do alcance de crianças, preferencialmente em armários trancados;
- Medicamentos devem ser administrados somente com orientação médica;
- Orientar as crianças para não colocarem plantas ou parte delas na boca;
- Os alimentos devem ser guardados separados dos produtos de limpeza, inseticidas, raticidas;
- Não compre e não utilize produtos de origem clandestina ou desconhecida;
- Nunca reutilize as embalagens para armazenar outros produtos;
- Após o uso de produtos perigosos, lave bem as mãos com bastante água e sabão. Tome banho e troque a roupa, se necessário;
- Só compre produtos se estiverem lacrados, rotulados e em embalagem original.

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