Publicidade
Concentração

Seis municípios detêm 25% do PIB nacional; Curitiba está nesta lista

Em 2016, entre os 5.570 municípios do país, os 1.456 que eram predominantemente urbanos responderam por 87,5% do PIB brasileiro. No Sudeste, os 625 municípios com esta caraterística responderam por metade do PIB nacional. Seis municípios concentravam cerca de 25% do PIB do país: São Paulo (SP), com 11,0%, Rio de Janeiro (RJ), com 5,3%, Brasília (DF), com 3,8%, Belo Horizonte (MG), com 1,4%, Curitiba (PR), com 1,3% e Osasco (SP), com 1,2%.

Entre os seis municípios com maior participação no PIB nacional — São Paulo (SP), com 11,0%, Rio de Janeiro (RJ) com 5,3%, Brasília (DF) com 3,8%, Belo Horizonte (MG) com 1,4%, Curitiba (PR) com 1,3% e Osasco (SP) com 1,2% — apenas Osasco mudou sua posição ao longo da série histórica, saindo da 16ª posição em 2002 para a sexta em 2016. As atividades que mais contribuíram para esse ganho foram comércio, serviços de informação e atividades financeiras. Com isso, o município ultrapassou Porto Alegre e Manaus, que ocupavam a sexta e a sétima posições, respectivamente, em 2015.

Os 1.318 municípios com os menores PIBs responderam por cerca de 1,0% do PIB e por 3,1% da população brasileira. Já os cem maiores PIBs municipais representavam 56,0% do PIB ante uma participação de 60,0% em 2002. Apenas as capitais de três estados da Região Norte não pertenciam a este grupo: Rio Branco (AC), Boa Vista (RR) e Palmas (TO).

Os maiores ganhos de participação no PIB entre 2015 e 2016 foram de Gentio do Ouro e Tabocas do Brejo Velho, ambos na Bahia. O primeiro estava construindo um complexo eólico e o segundo, instalações de geração solar.

A administração pública era a principal atividade econômica em 3.062 municípios, ou 55,0% do total, em 2016.

Cinco dos dez maiores PIBs per capita em 2016 eram de municípios paulistas.

Os cem maiores PIBs municipais somam 56,0% do PIB nacional em 2016

Em 2002, 1.383 municípios correspondiam a 1,0% do PIB e somavam 3,7% da população. Já em 2016, os 1.318 municípios de menores PIBs respondiam por cerca de 1,0% do PIB e por 3,1% da população brasileira. Entre estes municípios, os que estão no Piauí (161), Paraíba (132), Tocantins (72) e Rio Grande do Norte (82), representam cerca de 50% dos municípios do respectivo estado.

Por outro lado, os cem maiores PIBs municipais brasileiros representavam, em 2016, 56,0% do PIB nacional ante uma participação de 60,0% em 2002. Apenas as capitais de três estados da Região Norte não pertenciam a este grupo: Rio Branco (AC), Boa Vista (RR) e Palmas (TO).

Entre 2002 e 2016, na distribuição por Grande Região, estes cem municípios também perderam participação em relação ao PIB de suas regiões. E, em termos de número de municípios, apenas o Sudeste e Sul apresentaram queda entre 2002 e 2016.

Excluindo-se os municípios das capitais, os cem maiores PIBs também perderam participação no PIB do Brasil no período estudado, de 27,1% para 26,4%. Porém, apenas no Sudeste e no Sul estes municípios perderam participação no total da respectiva região, enquanto nas demais regiões houve ganho de participação. O Norte, que em 2002, não tinha nenhum representante entre os cem maiores PIBs, passou a contar com um município em 2016: Parauapebas (PA), com 0,2% do PIB brasileiro.

Os municípios das capitais representavam, em 2016, cerca de 1/3 do PIB nacional. Enquanto São Paulo (SP), com 11,0%, ocupava a primeira posição em termos de contribuição ao PIB do País, Palmas (TO) ocupava a última posição e representava 0,1%.

Na comparação entre 2002 e 2016, em todas as regiões o número de municípios que somavam até ¼ da economia foi ampliado, com exceção do Sudeste, onde só o município de São Paulo (SP) estava nessa faixa, apesar de ter reduzido sua participação na região de 22,1%, em 2002, para 20,6%, em 2016.

Energia sustentável e silvicultura favorecem quatro municípios entre 2015 e 2016

Os maiores e menores avanços de posição relativa na participação do PIB nacional são de municípios com pequena participação no PIB do País, geralmente 0,0%, e estavam acima da 2.200ª posição em 2015.

O município de Gentio do Ouro (BA) apresentou o maior avanço (da 4.496ª posição em 2015 para a 2.491ª em 2016), por conta da indústria de máquinas e equipamentos para a construção de complexo eólico. Tabocas do Brejo Velho (BA), segundo colocado no mesmo quesito, avançou da 3.986ª para a 2.432ª posição, principalmente, devido ao aumento da arrecadação de imposto de importação de equipamentos para geração solar. Na terceira e na quarta posição, os municípios mineiros de Olhos d’Água e Estrela do Sul tiveram ganhos relacionados à silvicultura.

São Paulo e Rio de Janeiro perdem participação no PIB entre 2002 e 2016

Em 2002, os municípios de São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ) somavam 19,0% do PIB do Brasil e, em 2016, 16,2%. A queda de participação distribuiu-se entre atividades da indústria e dos serviços. A seguir, as maiores perdas de participação foram de 0,5 ponto percentual em Campos dos Goytacazes (RJ) e de -0,3 p.p. em São Bernardo do Campo (SP) e São José dos Campos (SP).

Já o maior ganho foi de Osasco (SP), com 0,4 p.p., graças às atividades de comércio, serviços de informação e atividades financeiras. Em segundo lugar, Itajaí (SC) ganhou 0,2 p.p. e passou a participar com 0,3% do PIB do Brasil em 2016, em razão do ganho relativo nos Serviços e na indústria de automóveis. Em seguida, Uberlândia (MG) e Jundiaí (SP) avançaram 0,1 p.p. cada, devido aos ganhos da indústria de transformação e do comércio, respectivamente.

Publicidade

Plantão de Notícias

Mais notícias

DESTAQUES DOS EDITORES