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Sem cerco nas ruas, torcida do Palmeiras se aglomera em bares para ver o jogo

Apesar de tantas restrições e cuidados durante a pandemia do novo coronavírus, a final do Campeonato Paulista, neste sábado, mostrou o retorno de uma antiga tradição entre a torcida do Palmeiras na região do Allianz Parque. O público não entrou no estádio para ver a partida contra o Corinthians, mas se aglomerou nos bares da rua Palestra Itália para acompanhar a partida, como nos velhos tempos.

A presença nos bares e demais estabelecimentos da região só foi possível porque, como na pandemia os jogos são disputados com os portões fechados, a Polícia Militar não aplicou o cerco das ruas. Em condições normais, as vias de acesso à arena são fechadas e só podem circular por ali moradores, sócios do clube, jornalistas e torcedores com a apresentação do ingresso. A medida foi implantada em 2016 e é uma forma de garantir a segurança e evitar furtos de celulares e carteiras.

Por isso, as movimentadas ruas dos arredores viveram um dia comum, como se não fosse uma tarde de dérbi decisivo. O trânsito circulava normalmente pela frente do estádio enquanto nas calçadas alguns palmeirenses tiravam fotos, vestiam a camisa do time e se encontravam nos vários bares da região. Alguns até mesmo sem máscara conversavam em grupo e tomavam cerveja.

Com o jogo marcado para as 16h30, cerca de uma hora antes muitas pessoas nos bares ainda finalizavam o almoço enquanto viviam a expectativa da decisão. As bandeiras estavam penduradas em janelas e sacadas pelo lado de fora. Fora isso e a presença de carros da Polícia Militar, poucas características da rua faziam lembrar que a metros ali, dentro da arena, uma grande decisão estava para começar.

No lado de dentro do Allianz Parque a torcida caprichou na decoração. Um mosaico pelos assentos fazia menções aos anos de 1993 e 1974, ocasiões em que o Palmeiras derrotou o rival na disputa pelo título do Campeonato Paulista. Bandeiras com ídolos do passado e antigos chefes de torcidas organizadas completam o cenário. O destaque principal ficou atrás do gol: duas imagens grandes de Vanderlei Luxemburgo e de Evair relembravam os personagens do título de 1993.

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