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Motoristas se surpreendem

Sem patrocínio, lutadores de jiu-jitsu pedem doações em semáforos de Curitiba 

Rafael e Andr\u00e9 nos sinaleiros de Curitiba
Rafael e Andr\u00e9 nos sinaleiros de Curitiba (Foto: Franklin de Freitas)

Quem mora nas proximidades dos bairros Bacacheri e do Cabral, em Curitiba, já deve ter visto  e se surpreendido com quatro rapazes vestidos com quimonos de jiu-jitsu vendendo balas e doces e pedindo doações. Eles ficam pelo menos durante uma hora por dia nos cruzamento de ruas movimentadas, como a esquina da Rua Holanda com a Erasto Gaertner. Tudo isso faz parte de uma iniciativa de alunos da academia Gracie Barra, no bairro Cabral, para arrecadar fundos para participar de campeonatos internacionais.
A ideia da iniciativa foi do lutador Rafael Nascimento Campos e logo contou com a participação de André Marcelo Valle, Heitor Grein e Felipe Negochadle, outros integrantes da equipe. 
Segundo André, como eles não possuem patrocínio, Rafael começou o projeto, distribuindo panfletos com o número de telefone e vendendo doces e balas nos semáforos. Além dos pedidos no trânsito, alguns compartilhamentos surgiram através das redes sociais, mas o foco principal se deu através da ação no semáforo e do boca-a-boca na própria academia. 
Tudo sob a supervisão do professor Rodrigo “Pimpolho”, que apostou na ideia dos alunos. André contou que o principal objetivo é levantar a quantia necessária para que a equipe consiga participar do Campeonato Europeu, em Lisboa, (Portugal), e do Pan-Americano e Mundial, na Califórnia (EUA).
Quando questionado sobre a quantia que conseguem levantar diariamente, André revela que o dinheiro arrecadado acaba sendo muito mais das doações, do que necessariamente pela venda de doces e balas no semáforo. “O valor, por dia, fica normalmente em torno de R$60,00, e esse dinheiro está sendo suficiente para que a gente consiga programar os valores para custear as passagens e inscrições de campeonatos brasileiros, além de servir como economia para conseguirmos ingressar nos campeonatos lá de fora”, finaliza.

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