Publicidade
Pandemia

Shoppings de Curitiba reabrem com movimento menor, mas com filas na entrada para medir temperatura corporal

Com movimento ainda tímido, mas já com filas nas portas de entrada, os principais shoppings de Curitiba reabriram nesta segunda-feira, 25 de maio. Os espaços ficaran fechados por quase dois neses por conta do risco de propagação da Covid-19 e, para retomar o funcionamento devem obdecer a uma série de regras estabelecidas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).  Uma delas é o horário reduzido de funcionamento, com abertura ao meio-dia e fechamento às 20 horas. 

No Jockey Plaza, por exemplo, o movimento começou logo na primeira hora de abertura com a formação inclusive de filas na entrada da porta principal, onde segurança do estabelecimento faziam a aferição da temperatura corporal, além de vistoriar o cumprimento da restrição de acesso a idosos, menores de 12 anos, grávidas e portadores de doenças crôncias. 

O superintendente do espaço, Daniel Bueno, afirmou que todas as medidas de segurança solicitadas pela Sesa foram atendidas. "Além delas, disponibilizamos tapetes sanitizantes e programamos o sistema de ar para apenas promover a ventilação, com a entrada do ar de fora e a exaustão do ar de dentro do espaço a fim de aumentar ainda mais a segurança do nosso espaço", explica. 

Neste primeiro dia de fucnionamento, a reportagem percebeu que alguma lojas não abriram as portas. De acordo com Bueno isso se deve as dificuldades que alguns lojistas tiveram para preparar as lojas para a reabertura. "Mas também houve o encerramento de algumas que já não estavam apresentando o desempenho esperado e, com essa pandemia, o processo de encerramento das atividades foi acelerado", afirma. 

Além dos shoppings, centros comerciais e galerias de Curitiba também estão autorizada a reabrirem a partir desta segunda-feira, 25 de maio. O ‘novo normal’ também prevê um movimento 70% menor que o registrado anteriormente à pandemia e uma permanência do consumidor de no máximo 40 minutos nos shoppings, segundo a própria Associação Comercial do Paraná (ACP).

Confira os shoppings que reabrem em Curitiba

A normativa que liberou o funcionamento dos shoppings dedicou um capítulo à parte para orientar o funcionamento praças de alimentação, que também não lembrará em nada como funcionava antes da pandemia de coronavírus. Uma equipe específica deverá ser encarregada de controlar o acesso, uso de mesas e permanência dos clientes nesses locais. O texto destaca a proibição do fornecimento/comercialização de alimentos e bebidas na modalidade autosserviço (self-service). Fica vedada também a venda de bebidas alcoólicas.Para garantir a segurança dos consumidores, as mesas precisam estar separadas por uma distância de 2 metros, sendo limpas e desinfectadas antes e após o uso. O compartilhamento é sugerido apenas em casos em que as pessoas têm um convívio próximo. Mesas que não podem ser acessadas pelo público necessitam estar claramente sinalizadas e demarcadas. Ainda assim, a orientação da SESA é para que, sempre que possível, seja evitado o consumo de alimentos no local.

A reabertura dos shoppings no Paraná e em Curitiba acontece depois de uma forte pressão da Associação Comercial do Paraná (ACP), que alega demissões no setor após 50 dias fechado. “Entendemos que a preocupação com a saúde da população é a prioridade dos governantes, mas não podemos deixar de ressaltar que os shopping centers encontram-se fechados há mais de 50 dias, gerando prejuízos enormes a uma grande quantidade de empresários e que esses prejuízos podem se transformar em fechamento definitivo de estabelecimentos comerciais e desemprego generalizado”, disse o presidente da ACP, Camilo Turmina, em nota enviada à imprensa. 

Para a ACP, não haverá aglomerações, visto que o comércio de rua reaberto desde 17 de abril, tem tido um movimento de cerca de 30% do normal. “Não incentivamos a ‘corrida’ aos shopping centers, que nas cidades onde já funcionam, demonstraram uma mudança de comportamento do consumidor, que agora tem uma permanência média de cerca de 30 a 40 minutos, contra 2h30 em tempos normais. Nas seis cidades paranaenses onde os shopping centers já estavam abertos, tem havido uma redução de 70% no número de consumidores. Sabemos que a situação para o comércio é preocupante com a queda de consumo, mas a reabertura era necessária para não encerrarmos definitivamente as atividades de um grande número de micro e pequenos comércios”, afirmou ele.

O superintendente do Shopping Crystal, Patrick Gil, que também reabre nesta segunda, destaca sua expectativa que o fluxo aumente gradualmente, conforme a população for se sentindo segura com a evolução de tratamentos e vacinas, que vão se mostrar cada dia mais eficazes. “O que vem ocorrendo em outras cidades é uma redução relevante no fluxo diário, redução do tempo médio de permanência e aumento do ticket médio de cada compra, ou seja, as pessoas estão indo ao shopping de forma objetiva e comprando logo tudo que precisam. Como temos muitas empresas no entorno é provável que ocorra uma maior concentração do fluxo durante o almoço e já adequamos a nossa praça de alimentação para preservar a todos os consumidores prevendo essa possibilidade”, prevê ele.

Drive-thru continua para quem quer correr menos riscos

O projeto de drive thru desenhado para o período de Dia das Mães vai continuar ativo ainda nesse início de retomada da operação nos shoppings que adotaram o modelo. O Shopping Jardim das Américas vai manter o esquema de drive-thru.

Com uma estrutura segura para clientes e lojistas, o serviço Drive Thru do Shopping Crystal estará disponível diariamente, das 12h às 20h, no estacionamento do piso G3. A estrutura permanece a mesma: o cliente faz o pedido com o lojista — via WhatsApp ou telefone — e agenda um horário para a retirada do produto. A negociação do pagamento é feita durante a compra, sendo possível realizá-lo no momento da entrega. Para a segurança dos colaboradores e clientes, a recomendação é a de que a retirada seja feita apenas pelo estacionamento. O Shopping Mueller, que reabre na terça (26), também vai manter o esquema de compras pelo drive-thru.

Mesmo após a reabertura, o Jockey Plaza Shopping continuará atendendo pelas plataformas de delivery e drive-thru, entendendo que o momento ainda é de muito cuidado e os clientes poderão optar por esses formatos de compra. As lojas que estão atendendo nesses formatos alternativos estão listadas no site jockeyplaza.com.br. O shopping fica no Tarumã, na Rua Konrad Adenauer, 370 e tem estacionamento com valor fixo de R$10 para automóveis e R$ 5 para motos, por todo o período de utilização dentro da mesma diária.

O serviço de Drive Thru do Shopping São José, em São José dos Pinhais, continuará funcionando e poderá ser utilizado pelas lojas para que os clientes atendidos remotamente (por telefone, WhatsApp e e-mail) possam retirar os produtos sem a necessidade de sair do carro.

Câmeras com sensores de febre e pulverização

Alguns shoppings de Curitiba vão além das determinações da Secretaria de Saúde e apostam na tecnologia no reforço contra o coronavírus.

O Shopping Curitiba receberá duas câmeras com sensor infravermelho. Os equipamentos podem identificar ao mesmo tempo se uma ou mais pessoas estão com um dos sintomas da Covid-19: a febre. A brMalls importou 104 equipamentos destinados aos 29 shoppings da companhia espalhados pelas cinco regiões do país. As câmeras vão reforçar o trabalho de triagem realizado na entrada dos shoppings. Atualmente, todos os clientes, lojistas e colaboradores já têm a temperatura checada com termômetros manuais antes de acessarem o centro comercial.

O shopping Jockey Plaza anunciou a desinfecção de áreas comuns por pulverização de produto com tecnologia IC.Bio.100, à base de quaternários, realizada por empresa licenciada pela Anvisa e Ministério da Saúde para prevenção da COVID-19 e outros vírus, que será pulverizado diariamente nos 24 mil m² de área comum do shopping.

Alshop diz que lojas fechadas deixaram 120 mil desempregados

Dados preliminares da ALSHOP (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), apontam que o fechamento de boa parte das lojas por cerca de dois meses já resultou em cerca de 120 mil desempregados. A associação, que representa 105 mil lojas em todo o país, estima que 15 mil lojas não devem mais reabrir  devido à crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus (COVID-19).

“Essa situação vai piorar se governadores e prefeitos não determinarem a reabertura gradual e cuidadosa da economia. Ontem, dados mostraram que a arrecadação federal de impostos é a menor em 13 anos, porém mais de 4.000 municípios tem condições de permitir a reabertura, pois tem baixa ocupação de UTI´s. Percebemos que a OMS sempre fez a recomendação para que as pessoas ficassem em casa, mas nos últimos 15 dias a mesma organização tem dito o contrário em países de economia frágil como o Brasil.", aponta Nabil Sahyoun, presidente da ALSHOP.


As novas regras do shoppings

  • Fica estabelecido como horário de funcionamento o período entre 12h e 20h. Estratégias locais poderão ser adotadas para redefinição do horário, sendo vedada a ampliação do mesmo;
  • Fica vedado o acesso de pessoas do grupo de risco: adultos com 60 anos ou mais, gestantes, portadores de doenças crônicas e crianças menores de 12 anos
  • Fica vedado o funcionamento das atividades de lazer como cinemas, praças de entretenimento, atividades para crianças ou quaisquer outras atividades que possam causar a aglomeração de pessoas;
  • Fica vedada a prova de vestimentas em geral, acessórios, bijuterias, calçados, entre outros
  • Ficam vedados eventos, promoções e liquidações, a degustação de produtos e o oferecimento de brindes. Descontos promocionais poderão ser aplicados para a venda online, sem retirada no local;
  • O acesso simultâneo de pessoas nas dependências de shopping centers, centros comerciais e galerias, seja nas áreas comuns ou nas unidades comerciais e, inclusive nos sanitários fica limitado a proporção máxima de uma pessoa a cada 9 m², consideradas as áreas livres, garantindo ainda a manutenção do afastamento de 2 metros entre as pessoas
  • Fica vedado o acesso de pessoas com sintomas de síndrome gripal;
  • Recomenda-se a utilização de termômetros para aferição da temperatura dos trabalhadores e dos clientes antes do acesso ao estabelecimento;
  • É obrigatório o uso de máscaras para os trabalhadores e clientes em tempo integral.
  • Insumos para higiene de mãos (lavatório com sabonete líquido, toalhas de papel descartáveis, lixeiras dotadas de tampa com acionamento sem contato manual e/ou dispensador de álcool 70%) devem estar disponíveis em pontos estratégicos.
  • Fica proibido o fornecimento/comercialização de alimentos e bebidas na modalidade autosserviço (self-service). Fica vedada também a venda de bebidas alcoólicas.Para garantir a segurança dos consumidores, as mesas precisam estar separadas por uma distância de 2 metros, sendo limpas e desinfectadas antes e após o uso.
Publicidade

Plantão de Notícias

Mais notícias

DESTAQUES DOS EDITORES