Covid 19

Show no Mercado Sal causa críticas e aglomeração neste domingo em Curitiba

(Foto: Reprodução Twitter)

O Mercado Sal, localizado no bairro Portão, promoveu um show o que reuniu um grande número de pessoas na tarde deste domingo, 7 de junho. Além da aglomeração, promovido por pelo menos uma centena de pessoas, ninguém usava máscara no local. O show foi realizado  na praça interna do Mercado Sal, que foi reaberto em 29 de maio.

Após críticas feita a uma postagem do evento na rede social Twitter, a administradora do Mercado Sal postou uma nota de esclarecimento no perfil mercado_sal pedindo desculpas pelo ocorrido. 

"Caros clientes e colaboradores, reconhecemos nossos erros no show que tivemos na praça interna no dia de hoje.
Iremos reforçar o procedimento na operação para a segurança do recinto e o distanciamento social correto além do uso obrigatório de máscaras e demais procedimentos atendendo a legislação vigente.
Pedimos a todos sinceras desculpas pela nossa falha reforçando nosso comprometimento com a saúde de todos", diz a nota.Os

De acordo com os dados do último boletim do coronavírus, Curitiba tem 1.290 casos confirmados de Covid-19 e 58 mortes. Os números da Covid-19 avançam na cidade a medida que cai o índice de isolamento social. Segundo os últimos dados da sexta-feira, 5 de junho, o índice de isolamento social no Paraná caiu dez pontos porcentuais desde o último domingo, passando de 48% no último domingo (31) para 38% na quinta-feira, 4 de junho. Os dados são da empresa In Loco, com base nas informações de geolocalização dos celulares. A nova queda ocorre após a reabertura de shoppings e outros setores da economia.

Em entrevista ao jornal Meio-Dia Paraná, da RPC, o prefeito Rafael Greca disse que assim que tomou conhecimento do que acontecia mandou a fiscalização o local foi notificado. Ele declarou ainda que se o mesmo ocorrer novamente, o alvara do local será cassado.  "O vírus mata e é necessário um novo comportamento social. Eu preciso da educação sanitária das pessoas!, disse o prefeito.

O Sindicato das Empresas de Gastronomia, Entretenimento e Similares de Curitiba (Sindiabrabar) publicou uma nota de repúdio ao ocorrido neste fim de semana. A de  nota começa informando que o comportamento favorável a aglomeração ocorreu de forma pontual "em uma infíma minoria dos membros de sua categoria econômica da gastronomia,e qu em prática imprudente, quebrou as regras cuidadosamente elaboradas pela Prefeitura de Curitiba e sua Secretaria da Saúde para o gradual retorno de funcionamento de espaços gastronômicos compartilhados, acordo este que, frise-se vem diligentemente sendo observado pela esmagadora maioria das empresas pertencentes ao nosso setor e cujas orientações vêm sendo vigorosamente reforçadas por estes entes da categoria a seus associados.".

Em nota, o sindicato reitera que "merece registro também a necessidade de conscientização do próprio público, vez que a consecução das medidas preventivas é via de mão dupla e sua implementação seria verdadeiramente impossível sem a cooperação dos frequentadores destes estabelecimentos."

Veja na íntegra

NOTA DE ESCLARECIMENTO
A ABRABAR e o SINDIABRABAR inauguram a presente nota com seu veemente REPÚDIO à prática de aglomeração ocorrida de forma pontual em uma ínfima minoria dos
membros de sua categoria econômica da gastronomia curitibana que, em prática imprudente, quebrou as regras cuidadosamente elaboradas pela Prefeitura de Curitiba e sua Secretaria da Saúde para o gradual retorno de funcionamento de espaços gastronômicos compartilhados, acordo este que, frise-se vem diligentemente sendo observado pela esmagadora maioria das empresas pertencentes ao nosso setor e cujas orientações vêm sendo vigorosamente reforçadas por estes entes da categoria a seus associados.

Atitude como a registrada neste final de semana, com aglomeração de pessoas em estabelecimento de uma categoria que vem, desde o início da pandemia de COVID-19, travando uma guerra por verdadeira sobrevivência de seus membros, vitimados pelas consequências da necessária restrição implementada pelo Poder Público para a contenção dos efeitos deletérios da contaminação, merece plena desaprovação.

Registre-se que as ocorrências registradas em vídeos que circularam por aplicativos telemáticos de mensagem entre particulares desde este último final de semana (onde apontou-se a ocorrência dos fatos) não representam a realidade da categoria e merecem ser objeto da respectiva apuração e punição dos responsáveis. É de se notar que um dos estabelecimentos indicados entrou em contato com a Diretoria desta entidade e apontou que houvera a prática de redução considerável da capacidade de público do estabelecimento, instituição de uso de álcool gel e obrigatoriedade de utilização de máscaras pelos participantes, além de paralização do show quando da verificação da aglomeração e tentativas contundentes de desfazimento desta.

Portanto, merece registro também a necessidade de conscientização do próprio público, vez que a consecução das medidas preventivas é via de mão dupla e sua implementação seria verdadeiramente impossível sem a cooperação dos frequentadores destes estabelecimentos.

Por sua vez, a cuidadosa trama de cuidados profiláticos praticados pelos membros que equilibram, dentro do acordo firmado com os entes Públicos mediante vigorosa e necessária negociação, a necessidade de proteção à saúde com a também necessária reabertura gradual das atividades gastronômicas na capital paranaense, não pode ser prejudicada por uma minoria que abusou da confiança depositada pelo Poder Público. A boa-fé merece ser presumida, enquanto que a pontual má-fé deve sempre ser objeto de fiscalização e punição, nos termos da lei.

Há que se lembrar, ainda, que eventuais consequências negativas ao funcionamento dos membros da categoria, em função da atitude de poucos, viria a ensejar  consequências econômicas ainda mais graves, especialmente quando as medidas previstas pela Medida Provisória n.º 936/2020 do Governo Federal, que prevê a possibilidade de suspensão de contratos de emprego e redução de jornadas e salários, ambos por tempo limitado, é hipótese es gotada para a maioria dos estabelecimentos. Tal agravo traria consequências ainda mais nefastas ao já fragilizado setor.

Não podemos deixar de registrar, também, que a fiscalização pública detém a prerrogativa de garantir a aplicação dos preceitos de prevenção à pandemia também de forma ostensiva, com o uso adequado de seu poder-dever de aferir violações e punir os responsáveis, não se podendo, ao invés disso, aplicar medidas constritivas generalizadas, o que verdadeiramente implicaria na transferência do ônus da administração aos jurisdicionados do setor, já penalizados pelas naturais consequências econômicas da pandemia, o que certamente não é o objetivo da Administração Pública.

Esta necessidade é ainda mais patente sobre o aspecto de estabelecimentos clandestinos, conforme noticiado pela Imprensa na matéria veiculada neste dia pela RPC, o que merece atenção e apuração por parte das Autoridades. Ainda hoje, às 14h30, os dirigentes da ABRABAR e SINDIABRABAR se reunirão com as
Autoridades Públicas responsáveis pelo batalhado compromisso de reabertura, reforçando os seus termos.

Indicamos, por fim, que merece especial observância a orientação dada pelo Prefeito de Curitiba, Rafael Greca, para que toda a situação de abuso seja denunciada por meio dos telefones 156 e 153 da Prefeitura de Curitiba, especialmente pelo fato de que a fiscalização somente pode ser exercida pelos detentores de poder de polícia, qualidade típica da Administração Pública.

Disponibilizamos ainda nossos canais de comunicação através do site www.sindiabrabar.com.br (contato@sindiabrabar.com.br), Facebook (@sindiabrabaroficial) e
www.abrabar.com.br, (contato@abrabar.com.br) e Facebook (@abrabaroficial).

Curitiba, 8 de junho de 2020.
FÁBIO AGUAYO GUSTAVO GRASSI
Presidente Abrabar Presidente Sindiabrabar